Secretaria Saúde de Juazeiro do Norte contabiliza mais de 900 mil exames laboratoriais em 2025

A Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro do Norte (Sesau) contabilizou um total de 908.681 exames laboratoriais realizados no ano passado. O dado foi apresentado durante a solenidade de prestação de contas da pasta, realizada nesta quarta-feira, 25, na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte. Atualmente, esses procedimentos são agendados diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, por meio do Sistema de Marcação de Exames e Consultas (SIMEC).

Além dos exames laboratoriais, outros dados exitosos apresentados nesta manhã dizem respeito à Atenção Primária à Saúde (APS). No ano passado, a APS registrou mais de 316 mil consultas médicas e mais de 93 mil consultas de enfermagem. As UBSs também contabilizaram mais de 20 mil exames de pré-natal.

Segundo Yago Nunes, secretário executivo de Planejamento da Sesau, os resultados alcançados pela APS impactam diretamente nos demais serviços da rede municipal. De acordo com ele, o fortalecimento desse nível de atenção contribui para a prevenção de doenças, a promoção da saúde e a redução da demanda por atendimentos hospitalares.

Além da APS, outro destaque foi o Hospital Infantil Maria Amélia. Reinaugurada em maio de 2024, a unidade registrou, no ano passado, mais de 110 mil consultas pediátricas e mais de 105 mil atendimentos de urgência em enfermagem.

Na imunização, Juazeiro do Norte segue em crescimento positivo. O município encerrou 2025 com 12 imunizantes acima de 90% de cobertura vacinal, sendo sete deles com índices superiores a 100%. Entre os destaques estão: VIP (menores de 1 ano), com 114,35% de cobertura; Rotavírus, com 113,53%; Meningocócica (menores de 1 ano), com 111,44%; BCG, com 110,89%; e Pentavalente, com 110,53% de cobertura.

A prestação de contas é uma atividade rotineira e previamente calendarizada pela Sesau. Ao todo, a pasta realiza três prestações de contas por ano, cada uma referente a um período de quatro meses. Todas as sessões são abertas à participação da população.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.