Prefeitura no seu Bairro chega à 48ª edição com lançamento da programação da Semana Padre Cícero

Neste sábado, 28 de fevereiro, das 8h às 12h, a população de Juazeiro do Norte terá acesso a mais de 50 serviços públicos durante a 48ª edição do programa A Prefeitura no seu Bairro. A ação acontecerá na EMEIF Padre Cícero, localizada na Av. Monsenhor Joviniano Barreto, 116, no bairro Socorro, ao lado do Memorial Padre Cícero. Durante o evento, também será lançada oficialmente a programação da 44ª Semana Padre Cícero, que ocorrerá de 20 a 24 de março, com divulgação das atrações nacionais e regionais.

O lançamento será realizado no Largo da Capela do Socorro, espaço simbólico que, todos os anos, recebe milhares de fiéis para celebrar o aniversário de Padre Cícero Romão Batista. Entre as novidades deste ano está a reinauguração do Memorial Padre Cícero, prevista para acontecer durante a programação da Semana Padre Cícero. A obra já ultrapassa 80% de execução.

Consolidado como uma das iniciativas mais bem avaliadas pela população, o programa já soma mais de 200 mil atendimentos realizados, levando serviços públicos diretamente aos bairros e facilitando o acesso da comunidade às ações da gestão municipal.

“É um programa que já é sucesso na nossa cidade. A população participa ativamente, aguarda com expectativa e aproveita para resolver diversas demandas em um só lugar”, destaca Sandrinha Cavalcante, chefe de gabinete e idealizadora da iniciativa.

Entre os serviços ofertados estão consultas médicas e odontológicas, exames laboratoriais, testes rápidos, vacinação humana e animal, atualização e emissão do cartão SUS, marcação de exames, atendimento com nutricionista, teste de glicemia e entrega de medicações.

A população também poderá acessar serviços de assistência social, como atualização do CadÚnico, atendimento do CRAS, orientação jurídica e agendamento para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (RG), por meio da Casa do Povo. Haverá ainda atividades esportivas, escuta da controladoria e atendimento da Cagece.

A ação tem a proposta de descentralizar os serviços públicos e aproximar a gestão municipal do cotidiano da população, reunindo atendimentos essenciais em um único espaço e ampliando o acesso da comunidade às políticas públicas.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.