Governo do Ceará e MEC inauguram Escola de Educação Profissional em Missão Velha

Reforçando o compromisso com a educação, o Governo do Ceará, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), entregou uma Escola de Educação Profissional à população de Missão Velha, na região do Cariri. A cerimônia contou com a presença do governador Elmano de Freitas; da secretária da Educação, Eliana Estrela; do prefeito de Missão Velha, Rosemberg Macedo; e de outras autoridades.

O governador Elmano de Freitas reforçou o compromisso com a educação e afirmou que continuará realizando entregas que transformam vidas. “Esta é mais uma escola em tempo integral entregue ao povo do Ceará, especialmente ao povo do Cariri. É uma obra que aguardava conclusão há muito tempo e que, agora, com o Pacto pela Retomada de Obras, foi finalizada. Isso só foi possível graças à nossa união com o Governo Federal”, pontuou.

“O governador que aqui fala é neto de agricultor, que nunca pôde entrar em uma escola. Meu pai estudou apenas até o 4º ano do ensino primário, pois precisou trabalhar para ajudar em casa. Por isso, tenho muito orgulho de estar aqui para entregar uma escola de R$ 18 milhões para que vocês possam permanecer na escola, passar o dia estudando, fazer suas refeições e aprender para construir um futuro melhor”, enfatizou Elmano.

Com investimento total de R$ 18,8 milhões – sendo R$ 11,6 milhões de recursos estaduais e R$ 7,2 milhões federais -, a EEEP Anália Maia Saraiva Esmeraldo oferece ensino em tempo integral e tem capacidade para atender até 540 estudantes. Entre eles está Larissa Xavier. Neta de professora, a aluna afirmou que ingressar na nova escola foi como realizar um sonho.

“Quando a gente entrou, foi tudo incrível. Foi emocionante, porque a escola é linda e os professores são ótimos. Eles estão nos ajudando nesse processo de adaptação a uma escola tão maior do que as que conhecíamos”, destacou.

Sonhando em cursar Enfermagem no futuro, Larissa acredita que contar com uma escola de estrutura moderna e completa abrirá muitas portas. “Estar aqui é algo incrível, porque há muitos jovens como eu que sonham em ter um futuro melhor, e essa escola vai abrir portas. Vai nos mostrar muitas oportunidades”, comentou.

 

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.