ExpoCrato 2026: Segurança registra queda histórica nas ocorrências e redução de quase 50% nos furtos de celulares

A Secretaria Municipal de Segurança Pública divulgou o balanço da ExpoCrato 2026, na última quinta-feira, 30, que registrou uma redução histórica no número de ocorrências. Os índices de furtos (incluindo bens materiais de forma geral) sofreram uma redução de 28,2%, enquanto os furtos de celulares reduziram em 46,7%. Além disso, não houve registro de crimes graves, como homicídio, roubo, latrocínio ou lesão corporal.

O resultado é fruto da atuação integrada das forças de segurança municipais e estaduais, por meio da Guarda Civil Metropolitana do Crato em união com a Polícia Militar, através do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), do Batalhão de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO), da Cavalaria e do Policiamento Ostensivo Geral (POG).

Os números também apontam a ausência de registros de crimes graves, como homicídio, roubo, latrocínio e lesão corporal. Somado a isso, a Guarda Civil Metropolitana, em atuação integrada com as forças policiais, efetuou o cumprimento de quatro mandados de prisão de indivíduos identificados por meio do sistema de videomonitoramento com reconhecimento facial.

Para o Coronel Werisleik Pontes, secretário executivo de Segurança do Crato, “os números reforçam que a parceria entre município e estado está dando muito certo. Nossos agentes, juntamente com o policiamento estadual, realizam um trabalho integrado, garantindo ainda mais segurança para moradores e visitantes. Estamos muito contentes com os resultados e seguiremos investindo em tecnologia, capacitação e integração entre as forças de segurança para manter o Crato cada vez mais seguro”.

Vale ressaltar que o trabalho intenso das forças de segurança envolvidas na operação não se restringiu ao Parque de Exposição. As equipes também mantiveram o policiamento e o monitoramento reforçados nos bairros, garantindo a segurança da população e atenção máxima a toda a cidade durante o período da ExpoCrato.

A parceria entre as forças de segurança municipais e estaduais segue fortalecida e já apresenta resultados positivos, refletidos na redução dos índices de criminalidade e no reforço da segurança para a população.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.