Confira as dicas para curtir o carnaval com mais disposição e sem prejuízos à saúde ocular

O Carnaval é o pulsar do coração que esperou o ano inteiro para liberar a emoção e celebrar! Nos passos do samba, frevo e maracatu, sob o ritmo dos tambores e batuques ou da percussão da alfaia, é hora de brilhar na avenida com muito confete e serpentina, para manter viva a memória cultural brasileira. A festa começa com a escolha do traje, dos adornos e a aplicação da maquiagem artística, tudo com muito brilho e cor para entrar no clima carnavalesco. Nestes dias de celebração, o trabalhador se veste de rei, a estudante vira sereia e a rua se torna a sala de casa de uma nação inteira.

Em meio a essa explosão de cores e criatividade, a Dra. Camila Moraes, oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), reforça que é preciso redobrar a atenção com o uso de glitter, purpurina, espumas de spray ou outros produtos que podem causar irritações e alergias na região dos olhos. “Os atendimentos em prontos-socorros oftalmológicos costumam aumentar durante o carnaval, mas pequenos cuidados vão ajudar a proteger os olhos e a evitar que o folião corra o risco de ter que encerrar a festa antecipadamente, com vermelhidão e dor”, afirma a médica.

A Dra. Camila Moraes dá 10 dicas de cuidados com saúde ocular no carnaval:

– passe o glitter e a purpurina longe dos olhos, pois esses produtos podem causar irritações, lesões e infecções oculares;

– prefira usar a sombra com brilho na pálpebra superior, sem encostar na linha dos cílios, e esfumace em direção à sobrancelha;

– ao aplicar cílios postiços evite que a cola entre em contato com os olhos, jogue fora após o uso e limpe bem a região;

– para afastar o risco de conjuntivite, não compartilhe maquiagem, pincéis, toalhas ou outros utensílios de uso pessoal;

– evite usar pomadas modeladoras nos cabelos, o calor e a chuva podem fazer o produto escorrer e causar danos à superfície ocular;

– proteja o rosto dos sprays de espuma e serpentina, pois podem provocar sensação de areia nos olhos, vermelhidão, dor e reações alérgicas;

– se o dia estiver ensolarado, use chapéu, boné, viseira ou óculos escuros com proteção contra a radiação ultravioleta;

– ao utilizar óculos de grau, certifique-se de que o dispositivo está bem fixo ao rosto para que não escorregue;

– lentes de contato exigem cuidados redobrados e é importante higienizar as mãos antes de tocar nos olhos, além de levar um kit de emergência com estojo, colírio lubrificante e loção de limpeza;

– se os olhos forem atingidos por algum adereço ou produto irritante, lave-os com água filtrada ou soro fisiológico, não coce e busque um pronto-socorro imediatamente em caso de sinal de lesão ou de alterações na visão.

“A região dos olhos é uma das mais sensíveis do corpo humano e extremamente propensa a lesões e irritações. O globo ocular é composto por diversas estruturas delicadas, nervos e vasos sanguíneos, que o torna vulnerável a agentes externos, por isso é importantes buscar atendimento oftalmológico em caso de sinais como dor, vermelhidão ou qualquer outro incômodo ocular. O tratamento e acompanhamento do especialista são fundamentais para prevenir danos maiores e até mesmo a perda da visão, alerta a Dra. Camila Moraes.

Vale ainda reforçar o consumo de água, preferir roupas leves e ter uma boa noite de sono após a folia, para curtir o carnaval com mais disposição!!!

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.