Espaço Esportivo Comunitário no bairro Brejo Seco é inaugurado

A Prefeitura de Juazeiro do Norte inaugurou nesta sexta-feira, 3, o novo Espaço Esportivo Comunitário do bairro Brejo Seco, localizado na Rua Vereador Luiz Dantas Macedo, por trás do Campo do Chapolin. O equipamento, vinculado à Secretaria de Esporte e Juventude (SEJUV), é uma obra fruto de investimentos dos recursos federais do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e foi executada e projetada com o aval técnico da Secretaria de Infraestrutura de Juazeiro do Norte (SEINFRA).

A solenidade marcou a entrega de um espaço voltado à prática esportiva, ao lazer e à convivência social das comunidades adjacentes. O novo equipamento reuniu uma estrutura diversificada para atender pessoas de diferentes faixas etárias. No local, haverá uma areninha de grama sintética para a prática de futebol, pista de cooper para caminhadas e corridas, meia quadra destinada ao basquete 3×3, playground infantil e uma área de convivência para os moradores do Brejo Seco e de localidades próximas. A realização da obra também foi possível graças à emenda parlamentar destinada pelo Deputado Federal Yury do Paredão.

Presente na cerimônia, o Deputado Federal Yury do Paredão, comentou sobre a satisfação em fazer parte da entrega do equipamento. “Uma alegria diferenciada por entregar um equipamento tão importante ao lado do Prefeito Glêdson para o povo de Juazeiro do Norte. Equipamento esse que não é apenas uma obra, pois é um local que vai tirar os jovens das ruas, vai construir memórias e fazer o esporte acontecer”, diz o Deputado.

O titular da SEJUV, Philippe Agnis, destacou os benefícios das atividades disponíveis no Espaço Esportivo. “É importante esse equipamento para a comunidade, porque além do uso para o esporte com a quadra de futebol, ou a de basquete 3×3, também vai possibilitar mais lazer, mais convivência social, onde as famílias também vão estar presentes aqui para aproveitar”. Na ocasião, a solenidade também homenageou o ex-presidente do ICASA, Aloísio Gregório, cujo familiares marcaram presença. “Nós da família estamos imensamente honrados pela homenagem ao Aloísio. Ele que era um amante do esporte, foi presidente do ICASA, então nada melhor para representá-lo do que essa homenagem”, diz Maria Socorro Gregório, irmã do homenageado.

O Prefeito Glêdson Bezerra também expressou entusiasmo com a inauguração. “Mais um dentre vários equipamentos esportivos que entregamos durante a nossa gestão. Um espaço esportivo como esse, tão completo e tão importante, certamente será um local de convivência, de lazer, e principalmente, de valorização do esporte. É um local que vai tirar os jovens das ruas e vai colocá-los num espaço público modernizado e acolhedor para a prática do esporte”, comemora o Gestor.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.