Festival de quadrilhas finaliza com celebração da cultura caririense e diversas ganhadoras

O Festival Municipal de Quadrilhas terminou na quinta-feira, 2, com a apresentação de 4 grupos e a entrega das premiações aos ganhadores, no Parque de Eventos Padre Cícero. Durante os três dias de apresentações, a cultura caririense foi a temática em destaque nas performances, pelas representações das cidades, costumes, crenças e personalidades da região, como os Mestres da Cultura.

A premiação contemplou categorias individuais, como melhor noivo, melhor noiva e melhor repertório, e também da avaliação coletiva. Além dessas categorias, as quadrilhas estavam incluídas em grupos de A e B e na modalidade infantil ou adulta. A comissão julgadora foi composta por 5 representantes, entre eles professores, estudiosos e ex-quadrilheiros.

A Guarda Civil Municipal (GCM), o Corpo de Bombeiros e um ponto de atendimento da Secretaria Municipal de Saúde estiveram todos os dias no local para garantir que os festejos acontecessem sem ocorrências de maior gravidade.

Todas as apresentações foram transmitidas e estão disponíveis no canal oficial da Comunidade Zaíla Lavor, que produziu o evento.

Os ganhadores do Festival de Quadrilhas foram os seguintes:

INFANTIL B

CATEGORIAS INDIVIDUAIS:

MELHOR NOIVO – PAIXÃO DO CARIRI MIRIM

MELHOR NOIVA – PAIXÃO DO CARIRI MIRIM

MARCADOR – CHAPÉU DE PALHA MIRIM

PRINCESA – PAIXÃO DO CARIRI MIRIM

REPERTÓRIO – PAIXÃO DO CARIRI MIRIM

CASAMENTO – PAIXÃO DO CARIRI MIRIM

AVALIAÇÃO COLETIVA:

1º PAIXÃO DO CARIRI MIRIM

2º CHAPÉU DE PALHA MIRIM

3º CARCARÁ DO SERTÃO

ADULTA B

MELHOR NOIVO – PAIXÃO DO CARIRI

MELHOR NOIVA – PAIXÃO DO CARIRI

MARCADOR – PAIXÃO DO CARIRI

PRINCESA – PAIXÃO DO CARIRI

REPERTÓRIO – PAIXÃO DO CARIRI

CASAMENTO – PAIXÃO DO CARIRI

AVALIAÇÃO COLETIVA:

1º PAIXÃO DO CARIRI

2º LIS DE OURO

3º EVOLUÇÃO DO HORTO

INFANTIL A

MELHOR NOIVO – FLOR DO SERTÃO

MELHOR NOIVA – FLOR DO SERTÃO

MARCADOR – FLOR DO SERTÃO

PRINCESA – TRADIÇÃO JUNINA

REPERTÓRIO – TRADIÇÃO JUNINA

CASAMENTO – TRADIÇÃO JUNINA

AVALIAÇÃO COLETIVA:

1º TRADIÇÃO JUNINA

2º FLOR DO SERTÃO

3º MATUTINOS JÚNIOR

ADULTA A

MELHOR NOIVO – NAÇÃO NORDESTINA

MELHOR NOIVA – NAÇÃO NORDESTINA

MARCADOR – NAÇÃO NORDESTINA

PRINCESA – NAÇÃO NORDESTINA

REPERTÓRIO – NAÇÃO NORDESTINA

CASAMENTO – NAÇÃO NORDESTINA

AVALIAÇÃO COLETIVA:

1º NAÇÃO NORDESTINA

2º ROCHEDO DOS MATUTINOS

3º CHAPÉU DE PALHA

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.