Centro Cultural abre inscrições para o Percurso Mediado “Receita é Memória”

Entre os dias 3 e 29 de julho, o Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Mirante,  realiza mais uma edição do programa Percurso Mediado. Com o nome “Receita é Memória”, a atividade promove visitas a cozinhas e espaços de produção artesanal em Crato, Juazeiro do Norte,  Barbalha, Caririaçu e Várzea Alegre, partindo da relação entre memória, paladar e olfato para investigar os saberes alimentares do Cariri. Ao longo da programação, serão visitados cinco espaços de produção alimentar, e os interessados poderão se inscrever via formulário, gratuitamente.

A atividade integra o Ciclo Formativo da exposição “Cariri: corpo, terra e cultura” e valoriza a alimentação como expressão cultural, memória e sobrevivência, culminando na construção coletiva de um material cartográfico que registra percepções, narrativas e receitas como um manual visual da memória alimentar do território.

Receita é Memória

Com a proposta de promover espaços de reflexão e troca, a programação contempla vivências que passam pelo preparo do doce de catolé com as Mulheres Unidas do Campo, de Caririaçu; do pão de arroz com Mestra Diva, de Várzea Alegre; da produção de óleo e farinha de babaçu com Dona Maroca, de Barbalha; dos doces tradicionais no Museu Orgânico Casa do Doce João Martins (Madeilton), em Juazeiro do Norte; e da produção do Filhós São José, no Crato.

Programação

03/07 – Doce de Catolé, com as Mulheres Unidas do Campo (Caririaçu).

Horário: 16h às 18h.

Local: Sítio Bananeiras, Caririaçu.

Classificação indicativa: Livre.

Transporte: 10 vagas, com saída e retorno do Centro Cultural do Cariri.

09/07 – Pão de Arroz, com Mestra Diva (Várzea Alegre).

Horário: 9h às 11h.

Local: Sítio Panelas, Várzea Alegre.

Classificação indicativa: Livre.

Transporte: 10 vagas, com saída e retorno do Centro Cultural do Cariri.

10/07 – Produção de óleo e farinha de babaçu, com Dona Maroca (Barbalha).

Horário: 9h às 11h.

Local: Sítio Angolas, Barbalha.

Classificação indicativa: Livre.

Transporte: 10 vagas, com saída e retorno do Centro Cultural do Cariri.

Observação: haverá uma trilha de aproximadamente 20 minutos até a casa da mestra.

25/07 – Produção do Filhós São José (Crato).

Horário: 14h às 16h.

Local: Rua Álvaro Bolmicar, 188, Seminário, Crato (CE).

Classificação indicativa: Livre.

Vagas: 12.

Inscrições via formulário.

29/07 – Doce de Tacho, com o Museu Orgânico Casa do Doce João Martins – Madeilton (Juazeiro do Norte).

Horário: 14h às 16h.

Local: Rua Santa Luzia, 545, Centro, Juazeiro do Norte.

Classificação indicativa: Livre.

Os participantes deverão concordar com os termos de participação, que incluem regras de convivência e respeito mútuo, termo de responsabilidade sobre restrições alimentares, compromisso com um ambiente livre de discriminação, violência e assédio, além da autorização para uso de imagem e voz para fins institucionais. O formulário também convida os inscritos a contribuir, de forma voluntária, com a doação de 1 kg de alimento para o programa Ceará Sem Fome.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.