Operação integrada para amistoso Brasil x EUA na Arena Castelão será teste para Copa do Mundo Feminina em 2027

Com expectativa de quebrar o recorde de maior público da história do futebol feminino no Nordeste, o amistoso da Seleção Brasileira contra os Estados Unidos, que acontece na próxima terça-feira (9), às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza, terá um plano operacional integrado e novidades como teste para a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™️.

A informação foi divulgada pelo secretário do Esporte, Rogério Pinheiro, durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (3), na Arena Castelão. Também estiveram presentes representantes dos órgãos parceiros.

“Vamos executar como um evento teste para a Copa do Mundo Feminina de 2027. Todas as preparações já terão, inclusive, o acompanhamento de alguns integrantes da FIFA, que vão observar alguns pontos de operação. Todo o jogo foi pensando nessa dinâmica”, afirmou.

Fortaleza será palco do segundo amistoso entre as seleções femininas do Brasil e Estados Unidos. O primeiro jogo acontece no dia 6 de junho, na Neo Química Arena, em São Paulo. A expectativa é a de que a Arena Castelão receba um grande público.

“Essa festa é para vir de verde e amarelo, para que a gente possa fazer uma festa muito bonita na Arena. Que a gente possa mostrar que Fortaleza é a casa do futebol feminino, que as jogadoras serão muito bem acolhidas aqui, inclusive em jogos da Copa do Mundo de 2027”, destacou o secretário.

Novidades para Brasil x EUA

Uma das novidades para o amistoso na capital cearense é a presença de cerca de 200 orientadores voluntários, uma iniciativa em parceria com o Instituto Federal do Ceará (IFCE). Similar ao que acontece nos eventos organizados pela FIFA, eles vão auxiliar os torcedores em diversos pontos do estádio. “Rampas e escadarias, os acessos à esplanada estarão abertos. O torcedor poderá se deslocar ao seu portão específico, procurando a sua respectiva entrada”, disse.

Esse apoio é fundamental porque, segundo o gestor da Sesporte, 50% do público que já adquiriu ingresso não acessou a Arena Castelão após a implementação do biométrico, que cumpre as determinações da nova Lei Geral do Esporte.

Outro diferencial é para o torcedor que comprar o ingresso do estacionamento antecipadamente. “Terá uma identificação por cor do seu local de estacionamento, e também será devidamente orientado quando estiver acessando pelas duas entradas, tanto pela Avenida do Contorno quanto pela Paulino Rocha”, acrescentou Pinheiro.

Em relação ao esquema de segurança, o coordenador operacional da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), delegado Harley Filho, explicou que o efetivo contará com 670 agentes e servidores atuando dentro e no entorno do estádio.

O trabalho envolve a Polícia Civil, Polícia Militar do Ceará (PMCE), Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE), Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), Ministério Público, além da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) e Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).

“Além disso, contaremos também com o nosso sistema de videomonitoramento no entorno. Inclusive, será atendida de forma remota no Centro Integrado de Videomonitoramento em Brasília, sendo uma boa prática que irá ser adotada durante a Copa Feminina no ano que vem, e também o nosso reconhecimento facial”, detalhou.

As autoridades recomendam que o público chegue cedo e evite ir ao estádio com camisas de clubes de futebol (com exceção das camisas alusivas à Seleção Brasileira).

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.