24ª edição da Sala de Apoio ao Trabalhador Juazeirense ocorrerá no Horto, nesta terça-feira, 9

A Prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) realizará na terça-feira, 9 de junho, a 24ª edição da Sala de Apoio ao Trabalhador Juazeirense. A ação itinerante acontecerá na Obra Social Padre Cícero, localizada no Complexo do Horto, das 18h às 20h, reunindo diversos serviços gratuitos voltados à cidadania, empregabilidade, saúde e assistência social.

Entre os serviços ofertados estarão a confecção e impressão de currículos, recebimento de currículos para programas como Primeiro Passo e Jovem Aprendiz, orientações sobre a Carteira de Trabalho Digital e direitos trabalhistas, além de inscrições para cursos online gratuitos.

A população também poderá realizar agendamento para emissão da Carteira Nacional de Identidade, solicitar a emissão do ID Jovem e da Carteira de Transporte para idosos e pessoas com deficiência, bem como receber orientações e realizar agendamentos relacionados ao Cadastro Único e ao Programa Bolsa Família.

Na área da saúde, serão disponibilizados serviços de aferição de pressão arterial, teste de glicemia, tipagem sanguínea e vacinação. Os participantes ainda poderão contar com quick massage, acupuntura auricular, limpeza e manutenção de óculos, além de acolhimento com chá e café.

A programação inclui ainda recreação e pintura facial para crianças, orientações sobre programas sociais, entrega de insumos de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), informações sobre inclusão do nome social, cadastro social para a população LGBTQIA+, corte de cabelo masculino e feminino e distribuição de materiais informativos sobre igualdade racial.

A ação contará também com a participação do Banco do Nordeste, por meio do programa Crediamigo, oferecendo orientações sobre linhas de crédito para empreendedores, além de atividades educativas da Cagece com o uso de óculos de realidade virtual.

A iniciativa tem como objetivo aproximar os serviços públicos da população, facilitando o acesso a atendimentos essenciais e promovendo inclusão social e oportunidades para trabalhadores, jovens, idosos, pessoas com deficiência e demais moradores da comunidade.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.