V Festa do Agricultor reúne trabalhadores rurais e celebra a importância da agricultura em Juazeiro do Norte

A Prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Serviços Públicos (SEAMASP), em parceria com a Ematerce realizou na noite da última sexta-feira, 5 de junho, a V Festa do Agricultor. O evento, promovido em alusão ao Dia Nacional do Trabalhador Rural, celebrado em 25 de maio, reuniu agricultores e familiares em um momento de confraternização, reconhecimento e valorização do homem e da mulher do campo.

Com o tema “Somos nós que colocamos alimento na sua mesa”, a iniciativa destacou a contribuição dos trabalhadores rurais para a produção de alimentos, o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento econômico do município.

Realizada no Sítio Catolé, a programação contou com jantar, apresentações musicais, distribuição de brindes e momentos de integração entre os participantes. A festividade reuniu centenas de agricultores de diversas comunidades rurais de Juazeiro do Norte.

Para a agricultora Maria José, a festa representa um importante reconhecimento ao trabalho desenvolvido no campo. “É a primeira vez que participo. Sou agricultora e filha de agricultor. Desde os 17 anos meu pai me levava para a roça. Hoje estou muito feliz por estar aqui participando dessa festa maravilhosa”, destacou.

O agricultor Cícero Leite Calou também ressaltou a importância da iniciativa para a valorização da categoria. Segundo ele, ações como essa fortalecem a agricultura familiar e demonstram o reconhecimento ao trabalho dos produtores rurais. “Os agricultores merecem um evento como esse. É muito importante para a agricultura familiar, porque somos nós que produzimos os alimentos que chegam à mesa da população. Esse apoio é fundamental para quem trabalha no campo”, afirmou.

Em sua quinta edição, a Festa do Agricultor já se consolidou como uma das principais ações de valorização dos trabalhadores rurais do município, reforçando o compromisso da gestão municipal com o fortalecimento da agricultura e o reconhecimento daqueles que contribuem diariamente para o abastecimento alimentar e o desenvolvimento de Juazeiro do Norte.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.