Semana do Meio Ambiente acontece em Crato até dia 14, com programação ampliada

Com o lema “Quanto vale o verde do verde vale?”, a programação do Junho Mais Verde 2026 segue até o dia 14 com blitze ecológicas, oficinas e educação ambiental. A semana teve início no dia 1º de junho, com a programação oficial. A Semana Municipal do Meio Ambiente no Crato é realizada de forma integrada à campanha estadual. Promovida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) em parceria com diversas instituições, o evento tem foco em sustentabilidade, conscientização e preservação das riquezas naturais da região do Cariri.

Celebração e esporte na maioridade do Sítio Fundão

O Parque Estadual Sítio Fundão, unidade de conservação fundamental para a biodiversidade local, celebrou sua maioridade na manhã desta segunda-feira, 8, das 9h às 11h, com uma programação que uniu esporte, cultura e cidadania. A data de aniversário foi no último dia 5, Dia Mundial do Meio Ambiente.

Crianças, adolescentes e a comunidade do entorno participaram de uma vivência esportiva e de um treino ecológico promovido por um grupo de judô parceiro. O evento também contou com uma apresentação especial da Banda de Música do Crato, consolidando a integração entre a sociedade e a área de preservação.

Das 19h às 21h, a SEMMA, o Núcleo de Educação Ambiental (NEA) e o Grupo de Estudos Ambientais (GEAS-URCA) realizaram uma Estação Ambiental na Universidade Regional do Cariri (URCA), no bairro Pimenta. Estandes interativos estavam abertos ao público, onde foram apresentados projetos, ações práticas e pesquisas desenvolvidas na região sobre a temática do Meio Ambiente.

Uma semana de ações integradas

Até o dia 14 de junho, a Semana do Meio Ambiente movimentará diferentes pontos do Crato com atividades voltadas para todos os públicos. Entre os destaques dos próximos dias estão palestras em escolas sobre Unidades de Conservação, o projeto “Turminha da Reciclagem” voltado para o ensino fundamental, e a blitz ecológica “Eu freio para Animais”, que ocorrerá na Praça Alexandre Arraes.

A programação também contará com oficinas de plantio (“Pingos de Sementes”), aulas de campo no Sítio Urbano do Gesso, cursos de prevenção a incêndios para agricultores e um mutirão de limpeza na Trilha do Pinga, em parceria com povos de terreiro. O encerramento acontecerá no domingo, com uma manhã dedicada às trilhas no Mirante do Ninho. A campanha reforça o compromisso coletivo de transformar o Crato e todo o estado em um território cada vez mais verde, consciente e sustentável.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.