Junho Laranja alerta para a importância do diagnóstico precoce das anemias e leucemias

O Junho Laranja é uma campanha mundial dedicada à conscientização sobre doenças relacionadas ao sangue, com destaque para a anemia e a leucemia. Embora sejam condições diferentes, em ambos os casos o diagnóstico precoce é fundamental para ampliar as chances de controle, tratamento adequado e cura.

De acordo com o Dr. Ricardo Parente Vieira, médico hematologista do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, anemias e leucemias apresentam diferenças importantes. “As anemias acontecem quando há redução dos glóbulos vermelhos no sangue, o que pode ocorrer por uma série de causas. Entre elas estão carências nutricionais, como a deficiência de ferro, situações em que o organismo destrói as hemácias mais rapidamente, ou alterações na produção dessas células pela medula óssea”, explica.

A anemia é considerada um problema de saúde pública e afeta cerca de 30% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em aproximadamente 90% dos casos, a causa está relacionada à deficiência de ferro. A condição atinge com maior frequência mulheres em idade fértil, gestantes, idosos, crianças, adolescentes em fase de crescimento e pessoas que passaram por cirurgia bariátrica.

O médico reforça que as leucemias têm outra origem e exigem investigação especializada. “Já as leucemias são doenças bastante diferentes. Elas são cânceres do sangue, do sistema hematológico, que nascem na medula óssea. Podem se manifestar com anemia, alterações nas plaquetas, tendência a sangramentos, mudanças nos glóbulos brancos, facilidade para infecções e, em alguns tipos, aumento do baço e das ínguas pelo corpo”, acrescenta.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que mais de 12 mil novos casos de leucemia sejam diagnosticados por ano no Brasil, sendo cerca de 920 novos casos anuais no Ceará durante o triênio de 2026 a 2028.

Entre os sinais de alerta que devem ser observados estão: cansaço excessivo, palidez, fraqueza, falta de ar, tonturas, infecções frequentes, febre persistente, manchas roxas pelo corpo, sangramentos sem causa aparente, aumento de línguas e perda de peso sem explicação.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.