Tradição em movimento: 25ª Corrida Troféu José Barreto Xenofonte mobiliza atletas e fortalece o esporte no Crato

O esporte voltou a ocupar as ruas e o imaginário coletivo dos cratenses na manhã deste domingo, 14, com a realização da 25ª edição da Corrida de Rua Troféu José Barreto Xenofonte. Consolidada como uma das competições mais tradicionais do calendário esportivo municipal, a prova reuniu centenas de atletas no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante e transformou mais uma vez o município em cenário de superação, celebração e encontro entre gerações.

Integrando a programação do Festival Esportivo 21 de Junho e as comemorações alusivas ao aniversário do Crato, o evento contou com percursos de 3km, 5km e 10km, atraindo corredores de diferentes idades e níveis de experiência. As inscrições esgotadas antecipadamente confirmaram o alcance da competição e o fortalecimento da cultura esportiva local.

Ao completar 25 edições, o Troféu José Barreto Xenofonte consolida seu lugar como patrimônio do esporte cratense, mantendo viva uma tradição que atravessa décadas e continua mobilizando atletas, famílias e admiradores da corrida de rua.

Realizada pela Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Juventude, e executada pela Construeco ONG, a corrida também contou com a participação do prefeito André Barreto, que integrou o pelotão como corredor, compartilhando o percurso com os demais atletas em um gesto de incentivo à prática esportiva e à promoção da qualidade de vida.

Durante a solenidade de premiação, o vice-prefeito Dr. Leitão Moura realizou a entrega dos troféus aos vencedores da edição, celebrando o desempenho dos participantes e reconhecendo o esforço de cada competidor que cruzou a linha de chegada.

A secretária municipal de Esporte e Juventude, Eudiane Pinheiro, parabenizou atletas, equipe organizadora e público presente, destacando o papel do esporte como instrumento de desenvolvimento humano e fortalecimento da convivência social. “Ver esta corrida chegar à sua 25ª edição, com tanta participação e entusiasmo, demonstra a força do esporte no Crato. Cada atleta que esteve aqui representa disciplina, determinação e inspiração para toda a cidade”, destacou.

Mais do que resultados e medalhas, a Corrida Troféu José Barreto Xenofonte encerrou mais uma edição deixando registrada uma nova página da história esportiva cratense e ampliando o legado de um evento que segue conectando tradição, saúde e participação popular.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.