Ceará Saneado: Cagece segue agenda de encontros para detalhar investimentos das novas PPPs de esgotamento sanitário

O Governo do Ceará, por meio da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), segue com a agenda de visitas para apresentar as novas Parcerias Público-Privadas (PPPs) para universalização do esgotamento sanitário em 127 municípios cearenses. Na próxima semana, os municípios de Acopiara, Russas e Itapipoca recebem os encontros onde serão detalhados o funcionamento das novas parcerias e os investimentos previstos para cada bloco.

A segunda rodada de encontros acontece nos dias 16, 17 e 18 de junho, todos às 14h. O evento deverá reunir gestoras e gestores municipais, secretários, representantes de órgãos estaduais e controle externo. A participação do público é aberta para tirar dúvidas e alinhar expectativas em relação às novas PPPs.

Ao todo, o projeto prevê investimento de R$ 7 bilhões e está estruturado em cinco blocos regionais: Norte-Litorâneo, Centro-Sul, Centro-Leste, Três Climas-Maciço e Sertões de Crateús-Ibiapaba.

As novas Parcerias Público-Privadas da Cagece fazem parte do programa Ceará Saneado, lançado em abril deste ano pelo governador Elmano de Freitas e considerado um dos maiores programas de saneamento do país. O objetivo central do programa é ampliar a cobertura dos serviços de coleta e tratamento de esgoto, alcançando 90% da população de cada município até 2033. No total, serão construídos 7 mil quilômetros de rede para atender cerca de 1,5 milhão de pessoas, gerando impactos diretos na saúde pública e no bem-estar dos cidadãos.

Confira a programação:

Bloco Centro-Sul
Acopiara -16/06 – 14h
IFCE – Rodovia CE-060, Km 332, bairro Vila Martins.

Bloco Centro – Leste
Russas – 17/06 – 14h
Escola Estadual de Educação Profissional Jeová Costa Lima
Endereço: Rua João Maciel Pereira, 3130 – Nossa Sra. de Fátima, Russas – CE

Bloco Três Climas – Maciço
Itapipoca – 18/06 – 14h
CDL – R. José Romero, 428 – Estação, Itapipoca – CE

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.