Projeto Virando o Jogo oferta 75 vagas em cursos gratuitos para jovens, no Crato

Em parceria com o Governo do Ceará, o Projeto Virando o Jogo, do Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (PreVio), que atua para transformar territórios e preservar vidas, chega a mais uma edição, disponibilizando cerca de 75 vagas em cursos voltados para jovens de 15 a 22 anos que estejam fora do mercado de trabalho.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site previodata.casacivil.ce.gov.br e no turno da tarde, a partir do dia 18, às quinta-feiras, nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Os interessados no curso de Salgadeiro devem se inscrever no CRAS Solon Pinheiro, na Batateira; para o curso de Barbeiro, as inscrições acontecem no CRAS Madre Feitosa, no Seminário; e para o curso de Manicure e Pedicure, no CRAS Raimundo Coelho Bezerra de Farias, no Alto da Penha. Cada turma contará com 25 vagas. Os documentos necessários são o RG, o CPF e o comprovante de residência.

O Projeto Virando o Jogo é uma ação do Governo do Ceará, em parceria com a Prefeitura do Crato, para qualificar jovens e adolescente de 15 a 22 anos que estão fora da escola ou do mercado de trabalho, promovendo atividades socioeducativas como forma de incentivo para o retorno escolar, fortalecer vínculos e auxiliar na inserção no mercado de trabalho.

Além das aulas gratuitas, os participantes também recebem kits com ferramentas essenciais para o exercício da profissão, contribuindo para a inserção no mercado de trabalho. Durante o curso, os alunos ainda contam com uma ajuda de custo, garantindo melhores condições para concluir a formação.

Ao longo de três edições realizadas no Crato, o Projeto Virando o Jogo já ofertou 275 vagas, promovendo a qualificação profissional de jovens e ampliando as oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.