CGE leva Ouvidoria Ativa ao Horto e ao Teleférico de Juazeiro do Norte

A Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE) realizou, nesta quarta-feira (17), mais uma edição da Ouvidoria Ativa, no Horto e no Teleférico, em Juazeiro do Norte. A ação levou informações sobre o papel da ouvidoria, orientou a população sobre os canais de atendimento disponíveis e incentivou os cidadãos a exercerem seu direito de participar da gestão pública por meio do registro de manifestações.

A iniciativa contou com a participação da Secretaria da Agricultura, Pesca e Aquicultura (SPA), da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), da Secretaria das Cidades (SCidades), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA). A presença dos órgãos permitiu que os visitantes conhecessem melhor os serviços públicos oferecidos pelo Estado e recebessem orientações sobre como acessar esses serviços e utilizar os canais de ouvidoria.

Durante a programação, também foi realizada uma minipalestra para estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) – Campus Iguatu, que visitavam o Teleférico. O encontro apresentou a ouvidoria como um importante instrumento de participação cidadã, destacando como sugestões, elogios, reclamações, denúncias e solicitações contribuem para o aperfeiçoamento das políticas públicas e da prestação dos serviços públicos.

Com a Ouvidoria Ativa, a CGE reafirma seu compromisso de ampliar o acesso aos serviços de ouvidoria e fortalecer o diálogo entre o Estado e a sociedade. Ao levar informação e orientação a diferentes regiões do Ceará, a iniciativa incentiva a participação cidadã, fortalece o controle social e contribui para uma gestão pública mais transparente, eficiente e alinhada às necessidades da população.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.