Assinada ordem de serviço para a construção do novo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas

Com investimento de mais de R$ 1,4 milhão, a Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria de Saúde, em parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, deu ordem de serviço, na tarde da quinta-feira, 18, para a construção de um novo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD). O momento foi realizado durante a solenidade de entrega da quadra coberta da Escola José do Vale, no bairro Nossa Senhora de Fátima.

O CAPS AD é um serviço especializado de saúde mental destinado ao atendimento de pessoas com necessidades decorrentes do uso prejudicial, abuso ou dependência de álcool e outras drogas. A referida obra está no programa Novo PAC 2025, onde terá na sua composição espaço de acolhimentos, salas de atendimentos e atividades, sala de medicação, posto de enfermagem, farmácia, refeitório, cozinha, arquivo, banheiros, quartos coletivos com acomodações individuais, entre outras áreas.

Com construção no bairro Nossa Senhora de Fátima, o referido equipamento atuará por meio de equipe multiprofissional composta por médico, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos e outros profissionais da saúde desenvolvendo atendimentos individuais e em grupo, realizando oficinas terapêuticas, acompanhamento familiar, visitas domiciliares e ações comunitárias.

Em sua fala, a secretária de Saúde, Sheyla Martins, explicou o papel do equipamento tanto para a comunidade do bairro Nossa Senhora de Fátima como para as demais localidades do município. “O CAPS vai ser um equipamento que irá fazer parte dessa comunidade, mas também irá acompanhar, junto com as equipes de saúde da família, as pessoas que moram nos outros bairros também”, disse.

Na ocasião, o prefeito do Crato, André Barreto, ressaltou a importância de um novo CAPS para o nosso município. “É mais um equipamento para cuidar da saúde de toda a população cratense”.

Também estiveram presentes na solenidade, o vice-prefeito Dr. Leitão; as secretárias executivas de Saúde, Clara Saionara e Sara Cardoso, respectivamente; secretários municipais; vereadores e comunidade escolar.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.