Crato Junino 2026: São João Comunitário leva tradição e integração aos bairros e comunidades com apoio da Secult

O São João Comunitário, uma das ações que integram o Crato Junino 2026, segue levando cultura, tradição e valorização das manifestações populares para diversos bairros e comunidades do município. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, através de edital de incentivo que fortalece a realização dos festejos juninos promovidos por grupos, associações e coletivos culturais locais.

A programação foi iniciada no último dia 20 de junho com a apresentação da Quadrilha Arraiá da Tradição, do Seminário, que abrilhantou a abertura do São João Comunitário, reunindo público e mantendo viva uma das mais importantes expressões da cultura popular nordestina.

Ao longo das próximas semanas, moradores e visitantes poderão acompanhar uma série de eventos distribuídos em diferentes localidades, promovendo integração comunitária, fortalecimento da identidade cultural e incentivo às tradições juninas.

Entre os destaques da programação estão o Arraiá Sagrada Família, que celebra 25 anos de história; o tradicional Festival Junino do Alto da Penha, que chega à sua 39ª edição; além de festejos realizados em comunidades rurais e urbanas, reafirmando o caráter democrático e descentralizado do Crato Junino.

O apoio concedido por meio do edital da Secretaria Municipal de Cultura possibilita que grupos comunitários ampliem suas ações culturais, garantindo estrutura e incentivo para a realização das festividades. A iniciativa fortalece a economia criativa, valoriza artistas, brincantes e produtores culturais, além de preservar tradições que fazem parte da identidade do povo cratense.

 

Confira a programação do São João Comunitário 2026:

23 de junho

Arraiá Sagrada Família  25 Anos de Tradição

Local: Rua Sagrada Família com Bárbara de Alencar

Horário: 18h

Organização: Grupo Os Brincantes

 

25 de junho

Quadrilha Luar da APAE

Local: APAE Crato

Horário: Período da manhã

Organização: APAE

 

27 de junho

Festejo da Batateira

Local: Rua Fernando Feitosa, 82  Gizélia Pinheiro

Horário: 17h

Organização: Associação Esportiva e Cultural Batateira

 

39º Festival Junino do Alto da Penha

Local: Rua Bruno de Menezes, S/N  Alto da Penha

Horário: 18h

Organização: Júlio do Mastruz

 

São Pedro do Mestre Chico Caboclo

Local: Sítio Currais

Horário: 18h30

Organização: Mestre Chico Caboclo

 

Arraial do Nordeste

Local: Avenida Ângelo Figueiredo, nº 34  Vila Nova Belo Horizonte

Horário: 18h30

Organização: Ivaneide Leandro Menezes

 

São João do Zacarias Gonçalves

Local: Praça Vicente Pintado

Horário: 20h

Organização: Suenia Cassia

 

28 de junho

Festa Junina do Sítio Coqueiro 2026

Local: Sítio Coqueiro

Horário: 17h

Organização: Associação dos Moradores do Sítio Coqueiro

 

Forró de São Pedro

Local: Sítio Carrapato

Horário: 20h30

Organização: Grupo Uinuerê

 

29 de junho

Arraiá da Casa Luz

Local: Casa Luz

Horário: 18h

Organização: Casa Luz

 

04 de julho

6º Arraiá Arte Vida

Local: Rua São Paulo, nº 296  Muriti

Horário: 18h30

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.