Em parceria com o MEC, Governo do Ceará adere ao programa Juros por Educação e terá R$ 12 milhões para educação profissional

O governador Elmano de Freitas assinou, nesta quarta-feira (24), documento confirmando a adesão do Estado ao programa Juros por Educação, iniciativa do Ministério da Educação (MEC) que faz parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A ação trará mais de R$ 12 milhões em investimento para o ensino profissional técnico de nível médio, implementando 39 cursos em 11 eixos tecnológicos.

O momento, que aconteceu em Fortaleza, também contou com as presenças do senador Camilo Santana, do ministro da Educação, Leonardo Barchini; do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão; entre outras autoridades.

“O orgulho do Ceará hoje é a juventude da escola publica do Ceará. Estamos fazendo aqui o melhor para o nosso povo, garantindo escola profissionalizante, escola em tempo integral e vagas nas faculdades. O Ceará não tem dívida com a União, se mantendo em dia há muitos anos. Assim, estamos acessando um fundo de compensação dos estados que deviam. Foi muito bem-vinda essa decisão do Governo Federal, garantindo esse recurso para a educação”, destacou o governador Elmano de Freitas.

O programa irá trazer para a educação cearense a ampliação ao acesso dos estudantes à educação profissional, influenciando diretamente na permanência dos alunos na escola e no sucesso dos matriculados dentro das unidades educacionais. Além de preparar, ainda mais, a juventude para as demandas do mercado de trabalho.

“O presidente Lula decidiu que as dividas dos estados tiveram juros reduzidos, gerando um montante e parte disso será investido em educação. Então, criou-se um Fundo para beneficiar aqueles estados sem dívidas. A contrapartida desse dinheiro é o Estado ampliar as matrículas no Ensino Médio e no Ensino Técnico. É uma forma criativa de ampliar esse investimento na educação”, explicou o senador Camilo Santana.

Atualmente, o Ceará conta com 138 Escolas Estaduais de Educação Profissional (EEEPs) e mais de 65 mil estudantes matriculados dentro das unidades de ensino desta modalidade. Ao todo, 52 cursos técnicos são ofertados.

Ministro da Educação, Leonardo Bachini exaltou o trabalho do Governo do Ceará em prol do desenvolvimento dos estudantes cearenses. “Vale a pena sim investir na educação. Isso é uma prioridade do presidente Lula, do senador Camilo, do governador Elmano. Vale a pena sim investir nessa juventude. Hoje, só para o Ceará, estamos anunciando um investimento importantíssimo para o ensino técnico. Viva a educação no Ceará”.

“Todo investimento do Ministério da Educação no Ceará e em Fortaleza, no sentido de melhorar estruturas, ofertar novos cursos e dar mais condições para alunos e professores, é uma motivação maior para os estudantes da rede municipal ingressarem no Ensino Médio com mais vontade de aprender. Esse aporte de R$ 12 milhões para as escolas profissionalizantes é um exemplo dessa motivação”, salientou o prefeito Evandro Leitão.

Nova sede

Ainda nesta quarta-feira, o governador Elmano de Freitas visitou as obras do Campus Iracema da Universidade Federal do Ceará (UFC). O local será a sede do Instituto de Ciências do Mar (Labomar/Centro Tecnológico de Ciências Naturais). O prédio principal tem quatro pavimentos (subsolo, térreo, primeiro e segundo pavimentos e terraço).

“Eu quero, no futuro, como colegas de vocês, andar nesse campus com ele funcionando. Meu desejo é poder encontrar alguns de vocês aqui, fazendo o curso que vocês decidirem fazer”, complementou o governador Elmano de Freitas.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.