Tenda Lilás chega ao Juaforró 2026 para fortalecer combate à violência contra a mulher

Desde a quarta-feira, 24 de junho, primeiro dia do Festival Juaforró 2026, Juazeiro do Norte receberá a Tenda Lilás, iniciativa voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A ação é realizada pelas Secretarias Municipais de Assistência Social e de Cultura, com o apoio de diversos órgãos da rede de proteção e defesa dos direitos das mulheres.

A Tenda Lilás funcionará durante todos os dias do Juaforró 2026, das 20h às 00h. Além disso, a Tenda também terá presença garantida em futuros festivais culturais promovidos pelo município, ampliando o alcance das ações de conscientização e acolhimento.

Durante o funcionamento da estrutura, a população terá acesso a orientações, informações sobre direitos e divulgação dos canais de denúncia, como o Ligue 180.

Entre os serviços oferecidos estão rodas de conversa, distribuição de material informativo, oficinas educativas e encaminhamento de casos para a rede de proteção e atendimento às mulheres.

A ação contará com a participação de diversos órgãos e instituições que integram a rede de enfrentamento à violência contra a mulher, fortalecendo o atendimento e a orientação ao público. Entre os parceiros estão a Patrulha Maria da Penha, o Grupo de Apoio às Vítimas de Violência (GAVV), a Casa da Mulher Cearense, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a Defensoria Pública do Ceará, o Juizado de Violência Doméstica, a OAB Ceará, a Unidade de Acolhimento para Mulheres e o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (COMDEM).

A expectativa é que a Tenda Lilás contribua para expandir a prevenção, acolhimento e os canais de denúncias para a população em casos de violência de gênero, garantindo um ambiente mais seguro para as mulheres durante os festejos do Juaforró.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.