Caravana VaiVem Trabalhador leva serviços gratuitos e amplia oportunidades de emprego em Missão Velha

A Prefeitura de Missão Velha, por meio da Secretaria do Trabalho e Assistência Social (SETAS), em parceria com o IDT/SINE de Missão Velha, recebeu nesta quinta-feira (25) a Caravana VaiVem Trabalhador, iniciativa que levou uma série de serviços gratuitos voltados à empregabilidade e à qualificação profissional da população. A ação reuniu trabalhadores, estudantes e pessoas em busca de uma colocação no mercado de trabalho, facilitando o acesso a atendimentos essenciais em um único local.

Durante a programação, foram disponibilizados serviços como emissão do cartão Vai e Vem Trabalhador, cadastro e encaminhamento para vagas de emprego, habilitação do seguro-desemprego, cadastro de profissionais autônomos, orientação profissional, além da emissão e atualização de currículos e demais atendimentos oferecidos pelo IDT/SINE. A iniciativa busca aproximar os trabalhadores das oportunidades disponíveis e fortalecer as políticas públicas de geração de emprego e renda no município.

O programa VaiVem Trabalhador, desenvolvido pelo Governo do Estado do Ceará, garante transporte gratuito para trabalhadores que estão em busca de uma oportunidade de emprego. Por meio do cartão, o beneficiário tem direito a até 40 passagens, utilizadas em deslocamentos para entrevistas, seleções e demais etapas de processos de contratação. A medida representa um importante incentivo para quem procura inserção no mercado de trabalho, reduzindo os custos com transporte e facilitando o acesso às oportunidades.

A realização da Caravana em Missão Velha reforça o compromisso da gestão municipal em promover ações que contribuam para o desenvolvimento social e econômico da população. Além de incentivar a empregabilidade, a iniciativa gera economia para os trabalhadores e amplia o acesso aos serviços públicos, fortalecendo a parceria entre a Prefeitura, a SETAS e o IDT/SINE na construção de novas oportunidades para os missãovelhenses.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.