Vini Jr. assume artilharia da era Ancelotti e repete feitos de Rivaldo, Jairzinho, Romário e Ronaldo em Copas

Vinicius Jr. assumiu a artilharia da era Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira, ao marcar duas vezes na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, na noite desta quarta-feira (24), pela terceira rodada da Copa do Mundo. Ele chegou a sete gols sob o comando do treinador italiano, superou Estêvão, autor de cinco tentos, e foi eleito o melhor jogador da partida.

À frente da equipe desde meados de 2025, o técnico completou 15 jogos e soma nove vitórias, três empates e três derrotas, com 33 gols marcados – sofreu 12 tentos – em 13 goleadores diferentes. Além de Vini e de Matheus Cunha, que definiu o placar sobre os escoceses e alcançou três gols com Ancelotti, estão: Bruno Guimarães, Gabriel Martinelli, Rodrygo, Casemiro, Lucas Paquetá, Danilo Santos, Igor Thiago (2); Paulo Henrique, Bremer, Rayan e Endrick (1).

Apenas neste Mundial, são quatro gols. Ele balançou as redes em todas as partidas. Além dos dois sobre os escoceses, o atacante anotou no empate por 1 a 1 com o Marrocos, na estreia, e no triunfo por 3 a 0 sobre o Haiti, pela segunda rodada. Isto fez Vini se igualar às lendas Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo Fenômeno (2002) e Rivaldo (2002) na lista de atletas que marcaram gols nas três partidas iniciais do torneio.

Na fase de grupos de Copas, Ademir de Menezes é o único brasileiro a superar a marca de quatro gols: fez seis na edição de 1950. Ao lado de Vini com quatro tentos, estão Chico em 1950, Jairzinho em 1970, Ronaldo em 2002 e Neymar em 2014.

Além disso, Vini é o primeiro atleta desde Neymar na edição de 2014 a marcar quatro gols em uma Copa do Mundo. Este número de tentos já o coloca na briga pela artilharia. Está empatado com o norueguês Haaland e o francês Mbappé e atrás do argentino Messi.

Esta é a segunda Copa de Vinicius. Na edição de 2022, foi titular da campanha e estufou as redes na vitória por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul, nas oitavas de final. Ao todo, soma cinco gols em Mundiais, empatado com Garrincha, Romário e Zico.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.