Alunos da Rede Municipal do Crato conquistam medalhas na II Olimpíada Caririense de Matemática

Estudantes da Rede Municipal de Ensino do Crato foram destaque na cerimônia de premiação da II Olimpíada Caririense de Matemática (OCAM), reafirmando o compromisso da educação municipal com a excelência no ensino e na formação acadêmica dos estudantes.

A solenidade foi realizada nesta quinta-feira (25), no Auditório do CCT da Universidade Regional do Cariri (URCA), no Campus Crajubar, reunindo alunos, familiares, representantes das escolas e instituições de ensino de toda a região do Cariri.

Representando o município, os estudantes Carlos Daniel e Guilherme de Oliveira Franca, da Escola Municipal Dom Quintino, conquistaram medalhas de bronze. Também recebeu medalha de bronze o aluno Drumond Jhesse Vitorino, da Escola Municipal Dom Vicente.

A OCAM reúne estudantes das redes pública e privada dos municípios caririenses e tem como objetivo incentivar o estudo da Matemática, identificar novos talentos e estimular o raciocínio lógico entre os alunos do Ensino Fundamental II, abrangendo estudantes do 6º ao 9º ano.

A Olimpíada Caririense de Matemática é uma iniciativa do Departamento de Matemática da Universidade Regional do Cariri (URCA), em parceria com a Universidade Federal do Cariri (UFCA) e o Instituto Federal do Ceará (IFCE) – Campus Juazeiro do Norte, com apoio da Associação Olimpíada Brasileira de Matemática (AOBM) e da Stone.

Para a secretária municipal de Educação, Neyla Brito, o resultado é motivo de orgulho para toda a rede municipal. “Cada conquista dos nossos estudantes representa o esforço coletivo de alunos, professores, gestores e famílias. Essas medalhas demonstram que investir em uma educação de qualidade, valorizando o ensino da Matemática e o desenvolvimento das potencialidades dos nossos alunos, gera resultados concretos. Parabenizamos todos os medalhistas e suas escolas por esse importante reconhecimento, que fortalece ainda mais a educação do Crato”.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.