Governo do Ceará anuncia distribuição de mais de 11 mil cartões da CNH Popular

Para facilitar o acesso dos cearenses ao programa CNH Popular, o Governo do Ceará, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), iniciará a entrega de 11.149 cartões a candidatos aprovados em mais 31 municípios. O anúncio foi feito pelo governador Elmano de Freitas nesta sexta-feira (26), por meio das redes sociais.

Após receber o documento, o beneficiário deve realizar o agendamento no site oficial (www.detran.ce.gov.br) para dar início às etapas na autoescola. O cartão é utilizado para custear os exames psicológico, médico e toxicológico em clínicas credenciadas, além de contemplar os recursos para 10 aulas práticas, que serão realizadas pelas autoescolas credenciadas.

“Com o início dos atendimentos em mais municípios, estamos levando esse benefício a cada vez mais pessoas, garantindo que o programa chegue a todas as regiões do Ceará”, destacou o governador Elmano de Freitas. “Nosso compromisso é democratizar o acesso à habilitação e criar condições para que mais cearenses possam construir um futuro com mais dignidade e oportunidades”, acrescentou o chefe do Executivo estadual.

Antes da implementação do cartão, os candidatos precisavam aguardar que o Detran efetuasse os repasses financeiros diretamente às clínicas e autoescolas para avançar no processo. Agora, os valores são creditados de forma automática, garantindo mais agilidade. Para a categoria de moto (A), o total creditado é de R$ 559,41, enquanto para carro (B) o valor é de R$ 669,21.

O superintendente do órgão, Luciano Feijão, destacou o caráter inclusivo da iniciativa. “A CNH Popular representa mais que a ampliação do acesso à habilitação gratuita. Estamos gerando oportunidades reais de inclusão social e melhoria da qualidade de vida para milhares de cearenses”, afirmou.

Com a ação, o Governo do Ceará investirá R$ 31,5 milhões na distribuição de 35 mil cartões. Somente neste ano, 11.842 candidatos aprovados na edição de 2025 já receberam o benefício em Fortaleza, Caucaia e outros 72 municípios. Esta edição se destaca como a mais inclusiva da história do programa, contemplando estudantes de graduação e ensino técnico, indígenas, quilombolas, pessoas surdas e interessados na categoria profissional (D).

Passo a passo dos atendimentos

O processo de obtenção da CNH pelo programa começa com o cadastro do candidato no aplicativo CNH do Brasil, utilizando nome completo, CPF, telefone e e-mail. Pela própria plataforma digital, é realizado o curso teórico. Em seguida, o beneficiário deve acessar o portal do Detran-CE para agendar a abertura do processo. Nessa fase presencial, o candidato realiza a triagem da documentação, a coleta da biometria e recebe o cartão, que será desbloqueado conforme as orientações entregues no momento da retirada.

Na sequência, são realizados os exames médico, psicológico e toxicológico na rede credenciada, seguidos do exame teórico no Detran-CE e das aulas práticas na autoescola. Após concluir a carga horária, o aluno faz o exame prático de direção veicular. Com a aprovação em todas as etapas, a CNH é emitida e enviada pelos Correios para o endereço informado pelo usuário.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.