Circuito 21K Terra da Luz chega ao Crato e fortalece o Cariri como referência no turismo esportivo do Ceará

Depois do sucesso da etapa realizada em Icaraizinho de Amontada, que registrou ocupação total da rede hoteleira durante o evento, o Circuito 21K Terra da Luz desembarca agora em um dos principais polos esportivos do interior cearense. Neste próximo domingo, 5 de julho, o Crato receberá centenas de corredores de diversas regiões do Ceará e de outros estados para disputar as provas de 7 km, 14 km e 21 km.

Realizada pela Nova Letra Eventos Criativos, a etapa reforça a proposta do Circuito de utilizar o esporte como ferramenta de promoção do turismo, valorização dos territórios e fortalecimento da economia local.

Além da presença dos atletas, o evento deverá atrair familiares, equipes técnicas e visitantes, movimentando hotéis, pousadas, restaurantes, cafeterias, comércio e diversos segmentos ligados ao turismo e aos serviços.

Segundo Fernando Elpídio, diretor da Nova Letra e organizador do Circuito 21K Terra da Luz, a escolha do Crato vai além da tradição da região nas corridas de rua.

“O Cariri possui uma identidade muito forte com o esporte e uma cultura consolidada de corrida. Escolhemos o Crato porque encontramos uma cidade preparada para receber grandes eventos, com um percurso desafiador e uma história que merece ser valorizada. Queremos que cada atleta conheça um pouco mais da riqueza cultural e patrimonial da região”, destaca.

Um dos diferenciais da etapa será justamente o percurso, que presta homenagem aos 100 anos da chegada da ferrovia ao Crato. A largada acontecerá no Largo da RFFSA, espaço histórico que simboliza uma das principais transformações econômicas vividas pelo município e que hoje integra um importante projeto de revitalização urbana e cultural.

Para a organização, conectar esporte e patrimônio histórico torna a experiência dos corredores ainda mais significativa.

“Mais do que organizar uma corrida, queremos criar experiências que aproximem as pessoas dos lugares onde elas estão correndo. O atleta conhece a cidade, consome no comércio local, visita os atrativos turísticos e leva essa experiência para outras pessoas. Esse é o legado que buscamos deixar em cada etapa do Circuito”, afirma Fernando Elpídio.

O crescimento do turismo esportivo acompanha uma tendência observada em todo o Brasil. Grandes eventos de corrida passaram a funcionar como instrumentos de desenvolvimento regional, contribuindo para reduzir a sazonalidade do turismo e ampliar a circulação de visitantes ao longo do ano.

Após o impacto positivo registrado em Icaraizinho de Amontada, onde a etapa levou o município à ocupação máxima da rede hoteleira, a expectativa da organização é repetir esse movimento no Cariri, fortalecendo a região como um dos principais destinos para eventos esportivos no Ceará.

A largada da etapa Crato será realizada às 5h15, no Largo da RFFSA, reunindo atletas em percursos de 7 km, 14 km e 21 km.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.