Projeto H-TEC abre 1.200 vagas para curso gratuito em energias renováveis no Ceará

O projeto H-TEC abre a partir desta terça-feira, 1º de julho, as inscrições para o ciclo 4 do Curso de Qualificação Técnica em Energias Renováveis. Ao todo, são ofertadas 1.200 vagas distribuídas em oito cidades-polo no Ceará.

A formação é gratuita e tem carga horária total de 300 horas. A modalidade do curso é semipresencial, com 180 horas de Ensino a Distância (EaD), combinadas com 120 horas de atividades práticas presenciais nos laboratórios dos polos.

Os interessados em participar da seleção devem cumprir alguns requisitos mínimos, como ter a partir de 16 anos, possuir o Ensino Fundamental completo e residir no Ceará. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela internet, a partir das 14 horas do dia 1º de julho de 2026 até as 17h59 do dia 31 de julho de 2026.

Clique aqui para acessar o formulário eletrônico de inscrição.

O processo seletivo será baseado na análise dos requisitos mínimos e na ordem de inscrição. O início das aulas está previsto para o dia 30 de outubro de 2026, com turmas nos turnos manhã, tarde e noite. Os alunos matriculados poderão ainda receber uma bolsa de R$ 300 durante 3 meses.

Sobre o HTEC
Lançado em 2024, o HTEC é uma iniciativa do Governo do Ceará a partir da parceria entre Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará (Uece), Secretaria do Trabalho do Ceará (SET), Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) e Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE).

O objetivo do projeto é formar mais de 10 mil novos profissionais na área de energias renováveis para atender a demanda das empresas presentes no Ceará e fortalecer o processo de transição energética do estado.

O HTEC conta ainda com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), vinculada à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece).

Cronograma
Período de inscrições: 01/07/2026 a 31/07/2026
Resultado preliminar: 19/08/2026
Resultado definitivo: 21/08/2026
Previsão de início das aulas: 30/10/2026

Quem pode participar – critérios mínimos
Ter idade mínima de 16 anos completos
Possuir o Ensino Fundamental completo
Ter CPF próprio
Residir no estado do Ceará

Polos das aulas presenciais do HTEC
Amontada Cedro Fortaleza Juazeiro do Norte Mauriti Quixeramobim São Gonçalo do Amarante Sobral

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.