Aeroportos da Aena ofertam mais de 900 mil assentos para o Carnaval 2026

Com uma oferta de 909.726 assentos entre os dias 13 e 18 de fevereiro, a Aena, maior operadora aeroportuária do Brasil e do mundo, está preparada para oferecer o melhor Carnaval aos seus passageiros no país. No período que vai da sexta-feira até a Quarta-Feira de Cinzas, os números são 11% superiores aos registrados em 2025, somando os 17 aeródromos geridos pela concessionária. Entre os destaques, estão tanto os destinos tradicionais da folia quanto localidades voltadas para o lazer e o descanso no feriadão.

O Aeroporto Internacional do Recife lidera no Nordeste, com 206.052 assentos disponíveis e 1.259 operações programadas, o que corresponde a um aumento de 8% na oferta em relação ao feriado do ano passado. As principais rotas saindo da capital pernambucana são para Guarulhos, Congonhas, Galeão, Brasília, Viracopos, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador e Fernando de Noronha.

Em Maceió, serão 67.864 assentos disponíveis, o que representa uma alta de 29% frente a 2025. Neste caso, a maior disponibilidade partindo da capital alagoana é para Brasília, Congonhas, Salvador, Córdoba, Buenos Aires, Guarulhos, Goiânia, Galeão, Viracopos e Uberlândia.  João Pessoa registra 38.684 lugares, número 19% superior ao do ano passado, tendo como principais destinos Congonhas, Brasília, Galeão e Viracopos.

Aracaju soma 28.368 assentos, com alta de 22%. As principais ligações são para Brasília, Congonhas, Belo Horizonte, Galeão e Viracopos. Juazeiro do Norte terá 9.194 assentos ofertados, crescimento de 8%, com disponibilidade principalmente para Recife, Fortaleza e Viracopos.

No Sudeste, o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, terá 478.134 assentos disponíveis nos 2.836 voos programados para o período do Carnaval, o que representa aumento de 12%. Os principais destinos a partir da capital paulista são Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Brasília e Recife.

Em Uberlândia, a oferta chega a 21.200 assentos, crescimento de 28%, nos 162 voos programados, avanço de 32%. Os principais roteiros para quem sai das terras mineiras são Porto Seguro, Congonhas, Guarulhos, Maceió, Natal, Recife e Viracopos.

Na região Norte, Marabá terá o maior crescimento entre os aeroportos administrados pela Aena no Brasil. Serão 8.448 assentos, uma alta de 31% em relação a 2025. Em Santarém, a oferta é de 8.980 assentos, 10% acima do ano passado. Altamira terá oferta de 2.088.

“No Carnaval, tem gente que viaja para cair na folia, brincar e se divertir, e tem gente que aproveita para descansar e recarregar as energias. A Aena está com as equipes e a operação prontas para receber todo mundo com segurança e conforto, garantindo uma boa experiência para qualquer perfil de passageiro”, afirma o diretor de Relações Institucionais, Comunicação e ESG da Aena Brasil, Filipe Reis.

É importante ressaltar que a oferta de assentos leva em consideração a ocupação total das aeronaves. Durante os seis dias de folia (de sexta a quarta-feira), entre pousos e decolagens, os 17 aeroportos administrados pela Aena no Brasil terão um total de 5.495 operações.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.