Nos últimos dias, Cariri recebeu três pré-candidatos ao Governo do Estado

O Cariri recebeu nos últimos dias três pré-candidatos ao governo do estado. A região ganha força no cenário estadual, e virou zona de disputa em período pré eleitoral. Na última segunda-feira (9), o Governador do Estado, Elmano de Freitas (PT), esteve em Missão Velha para inaugurar uma escola de educação profissional, que leva o nome de Anália Maia Saraiva Esmeraldo, e oferece ensino em tempo integral, com capacidade para atender até 540 estudantes.

Sobre a corrida ao palácio da abolição, elmano destacou que terá a melhor coordenação de campanha, com Camilo Santana e Cid Gomes. “O que nós fizemos, o que nós entregamos, tem muita coisa para ser entregue, aí. Nós vamos comparar com quem vai debater conosco, o que é que de fato entregou, quantas escolas quem está disputando conosco fez, quantos hospitais que vai disputar conosco fez, quem fez mais hospitais, eles, ou Camilo, Lula e Elmano, quem fez mais escola, eles ou Camilo, Lula e Elmano, quem fez mais estrada, eles ou Camilo, Lula e Elmano, vai ficar bem fácil da gente comparar”, destacou o Governador. 

No último sábado (7), o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ,foi homenageado pela Câmara Municipal de Juazeiro do Norte. Ele recebeu o Título de Cidadania da terra do Padre Cícero e a Comenda do Mérito Legislativo. Sobre as eleições, ele afirma que o juízo não quer, mas o coração sim. 

“De fato, esse é um mês de uma caminhada que no fim vai dar uma decisão se eu sou candidato ou não, mas antes eu tenho que conversar a conversa como ela é aqui dentro, porque aqui tem uma briga. Mesmo o juízo dizendo que eu não serei candidato, o meu coração tá todo balançado pra eu ser candidato”, afirmou Ciro.

No fim de janeiro, quem esteve em Juazeiro do norte e lançou sua pré-candidatura foi o Senador Eduardo Girão (NOVO). “Nós representamos a única, até agora, pré-candidatura que representa os valores da direita. Os valores conservadores. A defesa da vida, da família, da ética, da liberdade é a nossa candidatura. E eu fico muito feliz em estar representando essas pessoas que ganharam desde o presidente Bolsonaro. Muita gente começou a se ver como de direita e conservador”, disse Girão.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.