Raio X dos aposentados evidencia renda comprometida e nuances de consumo, revela a Serasa Experian

A Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, apresenta um novo raio X dos brasileiros aposentados, um grupo formado por mais de 25 milhões de pessoas e cada vez mais relevante, com tendência de ganhar ainda mais protagonismo à medida que o país avança no processo de envelhecimento da população. O levantamento foi elaborado a partir do Mosaic, solução de Marketing Solutions da companhia para apoiar campanhas de marketing por meio da segmentação da população em perfis, com base em variáveis socioeconômicas e comportamentais, em cruzamento com o Insights Hub, plataforma que também possibilita estudos de público-alvo a partir de propensões de consumo.

Segundo a CMO e vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto, entender quem são os aposentados do Brasil é essencial para que marcas construam comunicações mais precisas, inclusivas e alinhadas às diferentes realidades desse público a partir de uma segmentação de mercado inteligente. “Os aposentados não formam um grupo homogêneo. Há diferenças importantes de renda, rotina e comportamento de consumo dentro desse público. Quando as marcas conseguem enxergar essas nuances, deixam de tratar o aposentado como um perfil único e passam a construir estratégias mais adequadas à realidade de cada segmento. Estudos como os conduzidos com o Mosaic ajudam a revelar essas diferenças”, declara a executiva.

O digital aparece como caminho de conveniência no dia a dia

O estudo indica abertura para compras e serviços mediados por tecnologia na rotina de parte dos aposentados. Entre eles, 12,8% têm afinidade com a compra de serviços e produtos online, 10% utilizam aplicativos de food delivery no dia a dia e 5% são assinantes de streaming de vídeo ou áudio.

“Os números mostram que o consumo digital entre aposentados ainda é de uma parcela pequena — o que pode refletir tanto menor familiaridade quanto desconfiança na hora de comprar ou contratar serviços online. Como o canal digital tende a ser mais eficiente para as empresas, o desafio é investir em estratégias que atinjam o público correto e construam confiança de marca e jornadas mais simples e fluidas, que deixem o processo mais claro e seguro para esse público”, afirma Giroto.

Diferentes realidades financeiras dentro do grupo

O levantamento indica que 79% dos aposentados possuem renda abaixo de R$ 2 mil por mês, enquanto 8,5% têm renda acima de R$ 6 mil. Outro ponto do estudo mostra que, para uma parcela relevante, a renda mensal já está majoritariamente direcionada a despesas e compromissos do mês, o que reduz a disponibilidade para gastos discricionários e lazer. Confira abaixo dois gráficos que detalham as informações de renda e o quanto dela está comprometida mensalmente nessa parcela da população.

O recorte de aposentados com renda mensal acima de R$ 6.001 também reforça como preferências e propensões de consumo variam dentro do próprio grupo, acompanhando a capacidade financeira. No total de aposentados analisados, a propensão a seguro de vida é de 2% e a seguro saúde, de 7,8%. Já entre aqueles com renda acima de R$ 6 mil, esses percentuais avançam para 18% e 41%, respectivamente. A mesma tendência aparece em turismo: a propensão a viagens é de 2,7% no grupo geral e chega a 32,9% no recorte de maior renda.

Segundo a vice-presidente da datatech, os achados do estudo do Mosaic reforçam que, para a maioria, vale priorizar empatia, acessibilidade, clareza e ofertas compatíveis com a realidade do mês a mês. Para recortes de maior renda, há oportunidades mais evidentes em seguros, saúde, turismo e serviços premium, com comunicação, produtos e canais alinhados a expectativas e estilos de vida distintos.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.