44ª Semana Padre Cícero é lançada com atrações nacionais e anúncio da reinauguração do Memorial

A programação da 44ª Semana Padre Cícero foi lançada neste sábado, 28, no Largo do Socorro, ao lado do Memorial Padre Cícero, dentro do programa “A Prefeitura no Seu Bairro”. O evento, que celebra os 182 anos do Patriarca de Juazeiro do Norte, será realizado de 20 a 24 de março e contará com duas atrações nacionais confirmadas: Comunidade Colo de Deus, no dia 21, e William Sanfona, no dia 24. Durante o lançamento, também foi anunciada a reinauguração do prédio da Fundação Memorial Padre Cícero.

Com o tema “Fé e acolhida: O legado vivo do Padre Cícero”, a semana reúne tradição religiosa, cultura e momentos de confraternização. A programação inclui o Caldo da Nair, a 38ª Seresta, Concurso de Bolos, Encontro de Rezadores com entrega de medalhas, Renovação do Sagrado Coração de Jesus, Café do Santo, Procissão das Flores, além do tradicional corte do bolo e o canto dos parabéns na noite do dia 23 para o dia 24.

A chefe de gabinete, Sandrinha Cavalcante, destacou a expectativa de público e a organização das caravanas de romeiros. “Esperamos um público bem numeroso, como acontece todos os anos. Já temos informações de que os romeiros estão se organizando em caravanas para participar conosco”, afirmou. Ela também reforçou que outras atrações regionais serão divulgadas nos próximos dias.

O prefeito Glêdson Bezerra confirmou a data da entrega do Memorial Padre Cícero. “No dia 24 de março, às 10 horas da manhã, vamos entregar novamente à população o Memorial Padre Cícero. É um equipamento muito aguardado e importante para Juazeiro. Convidamos toda a população e a nação romeira para participar desse momento”, declarou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Romaria, Wilson Soares, ressaltou que o evento contará com espaços interativos, incluindo ambientes preparados para fotos e acesso a mensagens e conselhos de Padre Cícero. Segundo o secretário, o bolo de aniversário deste ano terá dimensão horizontal equivalente ao dobro do tamanho da Estátua de Padre Cícero.

A Semana Padre Cícero é realizada pela Prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Romaria, com apoio das demais secretarias municipais e patrocínio da Griff do Bolo e da Cajuína São Geraldo.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.