Novos reajustes para servidores públicos municipais do Crato

As categorias de servidores que ainda não tiveram reajuste salarial em 2026 terão os salários reajustados em 4,5% retroativo a fevereiro mais 0,5% acrescidos a partir de junho. O anúncio foi feito pelo Prefeito do Crato, André Barreto, na manhã desta terça-feira, 14, em sua rede social.

O gestor afirmou que o projeto de lei será encaminhado à Câmara Municipal no decorrer desta semana. O percentual de reajuste foi negociado com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Crato.

“Houve muito diálogo, baseado no respeito e no compromisso com os servidores, assim como no cuidado com as contas públicas”, destacou o Prefeito André Barreto.

Segundo o Secretário de Planejamento e Gestão do Crato, Amadeu de Freitas, “ao final da aplicação do reajuste, os servidores terão ganho real de 0,74%, considerando que a inflação do período foi 4,26%.”

Reajustes no início de 2026

Este ano, em janeiro, já havia sido anunciado reajuste para professores efetivos (5,4%) e magistério temporário (10,8%). Em fevereiro, mais categorias foram contempladas: Auxiliares de Saúde Bucal (ASB), Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes Comunitários de Endemias (ACE).

A reestruturação salarial atesta a atual política de valorização profissional dos servidores públicos municipais, abrangendo uma conquista histórica no caso dos ASBs. Anteriormente regidos pelo salário mínimo, passaram a receber o piso de R$ 2.188,35, o que representou uma incorporação salarial de 35%.

Em 2027 e 2028, devem ser incorporadas parcelas adicionais equivalentes, respectivamente, a 35% e 30% dos valores dos salários mínimos vigentes, visando completar a equiparação ao piso pretendido.

É válido ressaltar também o adicional de insalubridade aos músicos da Banda de Música do Crato, concedido de forma inédita no município.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.