Barbalha reforça ações de limpeza urbana no período das festividades no Centro Histórico

Dando início aos festejos juninos no Cariri, o município de Barbalha, por meio das Secretarias de Turismo, Cultura e Meio Ambiente, articula ações de limpeza urbana com foco na sustentabilidade, intensificando medidas para o período festivo.

Com isso, nesta quarta-feira (22), a gestão municipal promoveu uma reunião com comerciantes do Centro Histórico, com a presença de Marilia Amaro, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), para alinhar estratégias que reduzam o descarte irregular de resíduos e garantam uma cidade mais limpa e organizada durante as celebrações.

Entre as medidas adotadas, está a mudança no horário da coleta, que passará a ocorrer durante a madrugada, após 1h, evitando o acúmulo de lixo nas ruas ao amanhecer. Também será implantado um plano especial para o período, com reforço das equipes de coleta e varrição ao longo do dia e da noite, além do uso de tecnologia para otimizar os serviços.

A iniciativa busca evitar que o lixo permaneça exposto nas ruas ao amanhecer, garantindo mais organização e higiene nos espaços públicos. A gestão destaca ainda que o trabalho vai além da coleta, incluindo a destinação adequada dos resíduos, com atenção à reciclagem e ao tratamento correto do lixo, fortalecendo práticas sustentáveis.

Segundo o secretário de Turismo, Júnior Feitosa, o momento reforça a importância do cuidado em conjunto com o meio ambiente, diante do fluxo de turistas e visitantes durante as festividades deste ano de 2026.

“A gente está buscando se cercar do máximo de cuidados possíveis com a nossa movimentação, com o que tange com a programação artística e com todo o entorno. E também o cuidado parte para os impactos que ocasionam devido esse grande fluxo de turistas e visitantes durante todos os festejos da Festa de Santo Antônio”, destacou o secretário.

As medidas integram um conjunto de esforços para manter o Centro Histórico limpo, organizado e acolhedor, fortalecendo não apenas a qualidade de vida da população, mas também o potencial turístico e cultural de Barbalha, especialmente em um período em que a cidade ganha protagonismo ao abrir os festejos juninos do Cariri.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.