Do jogo à conquista: Crato encerra Jogos Escolares com excelência, emoção e protagonismo juvenil

O município do Crato encerrou, nesta quarta-feira, 23, a edição 2026 dos Jogos Escolares com uma cerimônia marcada por emoção, cores e reconhecimento. Realizado no Crato Tênis Clube, o momento de premiação reuniu estudantes, familiares, educadores e autoridades em uma celebração calorosa que coroou semanas intensas de disputas e protagonismo juvenil.

 

Ao longo de março e abril, a cidade foi palco de uma verdadeira mobilização esportiva. Promovidos pela Secretaria de Esporte e Juventude (SEJU), com execução da Construeco, os jogos reuniram 1.278 atletas de 27 escolas, distribuídos entre as categorias de 12 a 14 anos e 15 a 17 anos, nos naipes masculino e feminino. Das quadras às arenas, modalidades coletivas como futsal, handebol, basquete e vôlei dividiram espaço com esportes individuais como atletismo, judô, tênis de mesa, xadrez e vôlei de areia.

 

Desde a abertura, no dia 4 de março, na Quadra Bicentenário, até as últimas disputas, o evento foi marcado pelo equilíbrio técnico, espírito esportivo e forte engajamento das comunidades escolares. Longe de ser apenas resultados, os Jogos Escolares desse ano validaram o esporte como ferramenta de formação, disciplina e integração social.

 

O encerramento foi um espetáculo à parte. Entre aplausos, sorrisos e medalhas, os jovens atletas foram celebrados por suas trajetórias na competição.

A secretária de Esporte e Juventude, Eudiane Pinheiro, destacou o sentimento de orgulho ao final da edição. “Foi uma edição muito especial. Ver o empenho, a dedicação e a alegria desses jovens nos motiva ainda mais. Parabenizo todos os atletas e já podemos começar a planejar os Jogos Escolares de 2027”, afirmou.

 

Também presente, o coordenador de eventos esportivos da SEJU, professor Marcelo Gregório, enalteceu o desempenho dos participantes. “Os estudantes deram um verdadeiro show. Tivemos competições de alto nível e, acima de tudo, muito respeito e espírito esportivo. Todos estão de parabéns”, ressaltou.

 

A cerimônia contou ainda com a presença do executivo da SEJU, Cajui Bantim, da secretária de Educação, Neyla Cyrce Brito, e do vereador Luis Carlos Saraiva, que acompanharam de perto a celebração e reforçaram o apoio institucional à iniciativa.

 

Uma edição planejada e concluída com êxito, os Jogos Escolares do Crato seguem como uma das principais ações de incentivo ao esporte estudantil na região, revelando talentos e fortalecendo valores que ultrapassam as quadras.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.