Com mais de 9 mil pré-inscritos, Crato encerra primeira etapa do Programa Minha Casa, Minha Vida

A Prefeitura do Crato finalizou na última sexta-feira, 24 de abril, a etapa de pré-inscrições para as 192 unidades habitacionais (apartamentos) do Residencial Bela Vista I. O processo, realizado de forma online, registrou um total de 9.081 pessoas cadastradas, evidenciando a grande expectativa da população e a importância da iniciativa para reduzir o déficit habitacional no município.

As unidades, localizadas no bairro São José, são destinadas a famílias de baixa renda (Faixa 1). O projeto é um passo decisivo da gestão municipal para garantir moradia digna e segurança jurídica para centenas de cratenses.

Próximas etapas e prazos

Com o encerramento do cadastro, o processo entra agora em fase de análise e hierarquização, seguindo os critérios de vulnerabilidade social previstos no edital. Os candidatos devem ficar atentos ao cronograma oficial, com a publicação do resultado final: 10 de julho de 2026 e o envio dos dossiês à Caixa Econômica Federal, a partir de 15 de julho de 2026.

As 192 unidades habitacionais serão distribuídas conforme o sistema de cotas estabelecido pela Portaria MCID nº 738/2024, com 96 vagas (50%) para beneficiários do Bolsa Família, BPC e famílias com pessoas com microcefalia; 78 vagas voltadas a ampla concorrência; 06 vagas (3%) voltadas às pessoas idosas; 06 vagas (3%) para pessoas com deficiência (PCD) e 06 vagas (3%) para pessoas em situação de rua.

A seleção priorizará famílias em situação de maior risco social, como aquelas chefiadas por mulheres, presença de crianças, idosos, pessoas com doenças graves (câncer ou doenças raras), vítimas de violência doméstica e famílias que vivem em habitações precárias ou com ônus excessivo de aluguel.

Análise rigorosa

Para garantir a transparência do processo, a Prefeitura reforça que todos os dados fornecidos serão cruzados. O candidato selecionado não pode possuir imóvel próprio, não pode ter sido beneficiado por outros programas habitacionais anteriormente e deve estar com o CadÚnico atualizado e vinculado ao município do Crato.

A documentação comprobatória (como declarações do CRAS/CREAS, Centro POP ou medidas protetivas) será fundamental para a validação dos dossiês que serão enviados à Caixa Econômica Federal, responsável pela fase final de aprovação do financiamento subsidiado.

Para acompanhar as atualizações e editais complementares, a população deve consultar regularmente o site oficial da Prefeitura Municipal do Crato.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.