Mirante do Caldas recebe Mauro Pires e comitiva federal do ICMBio em agenda estratégica pelos 80 anos da Flona

Em alusão aos 80 anos da Floresta Nacional do Araripe-Apodi — a primeira floresta nacional decretada no Brasil — o Complexo Ambiental Mirante do Caldas (CAMC), equipamento da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), recebeu, na última terça-feira, 28, o presidente do ICMBio, Mauro Pires, acompanhado de comitiva do ICMBio Federal e do NGI Araripe, para a realização de visita técnica ao equipamento.

Integrante do Conselho Consultivo da Floresta Nacional do Araripe, o Mirante do Caldas atua de forma articulada com o ICMBio no planejamento participativo da unidade de conservação, contribuindo para o fortalecimento da relação entre território, comunidade e políticas públicas ambientais.

Durante a visita, a comitiva conheceu os espaços do Complexo Ambiental, com destaque para o Centro de Interpretação Histórica e Ambiental e a Feira de Produtos da Sociobiodiversidade (Feira Mirarte), iniciativa alinhada às diretrizes do ICMBio, que incentiva o extrativismo vegetal sustentável e a valorização dos saberes e fazeres das comunidades locais.

A programação incluiu ainda o passeio de teleférico, seguido de visita ao Borboletário e ao Mirante do Cruzeiro, proporcionando aos participantes a contemplação da paisagem do Cariri e da riqueza ambiental da Flona.

Para a gestora do CAMC, Charmene Rocha, a presença do presidente do ICMBio e da comitiva federal reafirma o papel estratégico do equipamento, inserido em áreas de proteção, APA e FLONA e seu compromisso com a conservação ambiental, a educação e o desenvolvimento sustentável em consonância com os princípios do Estado Ambiental de Direito.

A celebração dos 80 anos da Flona Araripe-Apodi evidencia a importância das políticas públicas voltadas à Caatinga e destaca experiências exitosas que demonstram ser possível conciliar conservação ambiental, desenvolvimento territorial e protagonismo comunitário.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.