Crato amplia alcance do Programa Ceará Sem Fome com entrega de novos cartões

O município do Crato deu um passo importante no combate à insegurança alimentar, nesta sexta-feira, 8 de maio. Em solenidade realizada no Ginásio Poliesportivo da Universidade Regional do Cariri (URCA), foram entregues 178 novos cartões do programa Ceará Sem Fome. Com essa ampliação, a cidade passa a contar com 498 beneficiários ativos.

O programa, que concede um auxílio mensal de R$ 300, é uma iniciativa do Governo do Ceará em parceria com a Prefeitura do Crato. O foco principal são famílias em situação de vulnerabilidade, sendo que 95% dos titulares do programa são mulheres.

Para muitos, o valor representa a garantia de comida na mesa. É o caso de Carla Tatiana Silva, faxineira e mãe solo de três filhos. Após um período de desemprego e instabilidade, ela celebrou o retorno do benefício. “Uso esse complemento para comprar alimentação. Sou mãe solo e conto com a ajuda da avó dos meus filhos e da minha ex-sogra, mas esse valor é fundamental para sustentar a casa”, afirmou Carla, que atualmente concilia o auxílio com o Bolsa Família.

Impacto Econômico e Social

Além do suporte direto às famílias, o Ceará Sem Fome movimenta o comércio local. O secretário de Políticas sobre Drogas e Cidadania, Caio Cavalcanti, representante da Secretaria de Proteção Social do Estado, destacou a magnitude do investimento. Ele disse que o Estado já investiu mais de mais de R$ 1 bilhão no programa, incluindo cartões, cozinhas comunitárias e qualificação profissional dos beneficiários. São cerca de 48 mil famílias beneficiadas em todo o estado.

O estado atingiu recorde na redução do desemprego e, pela primeira vez, possui mais pessoas com carteira assinada do que dependentes exclusivos do Bolsa Família.

Gestão Municipal e Parceria

O Prefeito do Crato, André Barreto, enfatizou a importância da atualização cadastral realizada pelas equipes da assistência social para que o benefício chegue a quem realmente precisa. “Nosso objetivo é trabalhar para que a qualidade de vida das pessoas mude de fato. É uma parceria entre prefeitura e estado que prioriza a dignidade humana”, ressaltou o prefeito.

O Secretário de Assistência Social e Cidadania, Rondinele Brasil, também reforçou o compromisso da gestão em fortalecer a rede de apoio. “Trabalhamos para dar suporte às famílias que mais precisam e agradecemos a todos que colaboram para essas conquistas no Crato”.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.