Com obras avançadas, governador Elmano de Freitas discute, em Brasília, próximas etapas do mega data center do TikTok

O governador Elmano de Freitas se reuniu, nesta terça-feira (19), com representantes do TikTok no Brasil, na América Latina e nas Américas para discutir as próximas etapas da implantação do data center da plataforma no Ceará. Com investimento de R$ 200 bilhões e expectativa de geração de 4 mil empregos, a primeira etapa da obra , iniciada em janeiro deste ano, encontra-se avançada.

A reunião também contou com a presença do senador da República, Camilo Santana, e o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.

“Estivemos discutindo os desafios e o trabalho a ser necessário para o acompanhamento do maior investimento da história do Ceará”, pontuou o governador Elmano de Freitas.

A obra, iniciada em janeiro deste ano, está com as atividades de supressão vegetal e terraplanagem praticamente concluídas. De acordo com a empresa responsável pela construção do data center, quase metade das fundações já foi executada, enquanto cerca de um terço da estrutura pré-moldada já está concluída.

Elmano destacou a importância do projeto para transformar o Ceará em um grande hub tecnológico do país. “Estávamos aqui discutindo a implementação das demais fases desse grande projeto para o desenvolvimento do Ceará, transformando o Ceará em um grande hub tecnológico para o país e para toda a América”, ressaltou.

O empreendimento está sendo instalado na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Complexo do Pecém. As fases de construção e operação devem gerar mais de 4 mil empregos, entre temporários e permanentes. O investimento do data center movimenta cadeias produtivas essenciais, como energia, logística, construção civil, tecnologia da informação, telecomunicações e serviços especializados.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.