Escola Melvin Jones desenvolve projeto Revendo Práticas Educacionais com foco na parceria entre família e escola

A Escola Melvin Jones está realizando o projeto “Revendo Práticas Educacionais”, com o tema “Dever Cumprido, Direito Garantido”, iniciativa que busca fortalecer o processo educativo por meio da integração entre escola, família e comunidade.

O projeto tem como principais objetivos impulsionar a adoção de uma postura mais participativa na escola, com enfoque na qualidade do ensino; fortalecer a função social da instituição escolar; e melhorar o desempenho acadêmico dos alunos, por meio da parceria entre família e escola.

Dentro da programação, no dia 12 de maio, foi realizada uma palestra com Dr. Junior Soares, técnico pedagógico da Secretaria Municipal de Educação, abordando a importância do acompanhamento pedagógico e da participação ativa da comunidade escolar no processo de aprendizagem.

Já no dia 14 de maio, a escola promoveu outra importante ação formativa, com palestra ministrada por Silvia Ramos, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), que destacou os direitos das crianças e adolescentes e o papel da família na garantia desses direitos.

Na terça-feira, 19, a programação teve continuidade com a realização da roda de conversa “Quem cuida também precisa de acolhimento”, um momento de escuta, partilha e reflexão no ambiente escolar. Na oportunidade, foram compartilhadas vivências, desafios e experiências relacionadas ao fortalecimento emocional de mães atípicas.

A consolidação deste módulo do projeto acontecerá no próximo 29 de maio, no CRAS Muriti, durante a festa em homenagem ao Dia das Mães. Na ocasião, as mães serão as protagonistas da programação, participando de atividades especialmente pensadas para fortalecer os vínculos entre família e escola, além de uma palestra voltada ao papel da mulher e da família na formação educacional dos filhos.

De acordo com a diretora da escola, Sandra Costa, o projeto representa um importante espaço de diálogo e fortalecimento da comunidade escolar. “Nosso objetivo é aproximar cada vez mais as famílias da escola, entendendo que a educação é uma construção coletiva. Quando família e escola caminham juntas, garantimos direitos e fortalecemos a aprendizagem dos nossos alunos”, destacou.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.