Em Juazeiro do Norte, mais de 2.500 casas possuem rede de esgoto, mas não estão conectadas

A rede de esgoto avançou em Juazeiro do Norte nos últimos três anos através da Parceria Público-Privada (PPP) entre a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e Ambiental Ceará, garantindo a disponibilidade do esgotamento sanitário para mais de 60 mil juazeirenses. Somente os bairros Limoeiro, Pirajá e Romeirão, três dos mais populosos da cidade, somam 2.580 residências com a coleta e tratamento de esgoto disponíveis, porém, os imóveis não estão conectados ao sistema.

No Pirajá e Romeirão, o serviço de esgotamento sanitário já está universalizado, ou seja, mais de 90% da população residente desses bairros pode usufruir do benefício. No entanto, muitas residências ainda não estão conectadas à rede de esgoto. Apenas no Pirajá, 1.154 imóveis poderiam estar realizando a destinação correta dos esgotos.

Mais de 10 mil moradores dessas áreas poderão ser beneficiados com a coleta e o tratamento de esgoto ao realizarem a adesão ao sistema, contribuindo para a redução de doenças, insetos e outros vetores de saúde associados à existência de esgoto nas ruas, rios e outras áreas sem tratamento.

“O esgoto a céu aberto é causador de muitas doenças que afetam principalmente as crianças. Diarréia, leptospirose, dengue, entre outras patologias, podem ser causadas pelo contato direto com esgoto. A conexão das instalações dos esgotos prediais à rede coletora de esgoto é fundamental para o afastamento, tratamento e disposição adequada do efluente no meio ambiente, além de promover mais saúde à população”, pontua Luciano Barreto, coordenador de qualidade, monitoramento e desempenho da Cagece.

O enfermeiro Augusto Ferreira reforça a relação entre as doenças infectocontagiosas e o esgotamento sanitário. “A maioria das doenças infectocontagiosas e parasitárias estão associadas à presença de esgoto a céu aberto ou falta de coleta de esgoto. Além disso, ambientes sem saneamento favorecem a presença constante de mosquitos, ratos, baratas e outros vetores”, explica.

Tadeu Bezerra, gerente-executivo da Ambiental Ceará, destaca que a transformação da qualidade de vida urbana está diretamente relacionada à conexão ao sistema de esgotamento sanitário. “Apenas a implantação da infraestrutura não é suficiente para impedir os danos que o esgoto bruto causa à natureza e às pessoas, é preciso que a população ligue suas casas às redes de esgoto, que façam o uso do sistema. Assim teremos cidades melhores, mais limpas, agradáveis e saudáveis”, explica.

Casas que podem se conectar à rede de esgoto, mas não estão conectadas.

Quantidade por cada bairro citado:

Limoeiro: 1.150 imóveis
Pirajá: 1.154 imóveis
Romeirão: 276 imóveis

Como se conectar à rede de esgoto

Busque um dos canais de atendimento da Cagece, por meio do 0800 275 0195, além das lojas de atendimento físico, pelo Cagece App e através da Gesse, atendente virtual. Seguindo este caminho será possível consultar a disponibilidade de rede nos bairros e ruas de Juazeiro do Norte, além de solicitar a ligação da sua casa ao sistema.

PPP do esgotamento sanitário


A Parceria Público-Privada tem como objetivo universalizar os serviços de coleta e tratamento de esgoto em 24 municípios das regiões metropolitanas de Fortaleza e do Cariri, atendendo 4,3 milhões de cearenses, levando esgotamento sanitário para 90% da população até o ano de 2033, e avançando para 95% em 2040.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.