Crato promove Formação sobre Proteção e Prevenção para agentes recicladores

Com o objetivo de garantir mais segurança e saúde no ambiente de trabalho, a Prefeitura do Crato realizou uma formação inédita voltada para os agentes recicladores da Central de Triagem de Resíduos Sólidos do município. A capacitação, focada na proteção e prevenção de acidentes e incêndios, foi promovida de forma conjunta através das Secretarias de Meio Ambiente e Mudança do Clima e de Segurança Pública do Crato. O treinamento contou com a presença de nove participantes da associação, que receberam orientações teóricas e práticas indispensáveis para a rotina em um espaço com alta concentração de materiais inflamáveis.

A primeira etapa do curso foi conduzida por Manoel Araújo, engenheiro e assessor da SEMMA, que ficou responsável pela abordagem teórica. Ele detalhou conceitos fundamentais sobre os princípios de incêndios e as formas corretas de intervenção com o uso de equipamentos adequados. Durante a explanação, Araújo alertou que a Central de Triagem é um ambiente muito propício a sinistros, exigindo atenção redobrada dos trabalhadores, especialmente com fatores de risco do cotidiano, como a conservação da instalação elétrica do local e o descarte inadequado de cigarros.

Busca do ambiente ideal

Dentro da temática de segurança do trabalho, os agentes recicladores receberam instruções detalhadas sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), higiene ocupacional e ergonomia. O assessor repassou orientações essenciais sobre a postura correta na execução das tarefas diárias e cuidados com a atividade laboral pesada, visando evitar quedas e lesões durante a movimentação e retirada de materiais. A organização ideal do ambiente foi apontada como peça-chave para prevenir incidentes e acidentes graves.

O controle e combate a incêndios também ganharam destaque na formação, evidenciando que conter as chamas em casos de princípio de sinistro exige um conhecimento aprofundado sobre a direção do fogo e a escolha do extintor correto. Os participantes aprenderam a diferenciar os modelos de extintores e as recomendações de uso para cada classe de incêndio, além das táticas de manejo em espaços abertos e fechados. Além disso, foram repassadas diretrizes para a sinalização adequada do chão e das alturas dos equipamentos, facilitando a localização rápida e a desobstrução das rotas de fuga.

A capacitação foi encerrada com orientações práticas comandadas pelo coordenador da Defesa Civil do Crato, Humberto Júnior. Na ocasião, os trabalhadores puderam simular situações de imprevisto, manusear os extintores e aplicar as técnicas de saída para deliberar e conter o fogo de forma segura. Essa ação integrada reforça o compromisso do governo municipal com a valorização e a integridade física dos catadores, transformando a Central de Triagem em um local de trabalho mais seguro e preparado para emergências.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.