Festival Socorro Luna homenageia solteirona mais famosa do Brasil na Festa de Santo Antônio de Barbalha

Ela rodou o Brasil divulgando a Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio. Chegou a hora de o Brasil se reunir na Barbalha em homenagem a ela. Em sua 98ª edição, uma das maiores festas juninas do interior do Nordeste será marcada pela estreia do Festival Socorro Luna, com três dias dedicados à figura marcante que, com seu carisma, ampliou as fronteiras, o alcance e o público dos festejos dedicados ao santo casamenteiro.

Como é próprio da homenageada, o Festival, entre os próximos dias 29 de maio e 1º de junho, será marcado por muita festa, mas também por atividades que procuram incluir diferentes grupos e reconhecer a construção coletiva que é a festa de Santo Antônio de Barbalha. Sob o Tema: “Carregamos mais que um símbolo, carregamos nossa história: a dedicação de quem vive e constrói a Festa do Pau da Bandeira”, o Festival será aberto na sexta, às 19h, com uma coletiva de imprensa seguida por roda de conversa com Socorro e outras personalidades marcantes da festa de Barbalha.

Em seguida, Klecinho Novais comanda o show, com participações especiais de Fábio Carneirinho e Leonardo de Luna, que acaba de lançar a música “Noite das Solteironas”. A composição homenageia a tradicional festa criada pela tia do músico, marcada pela distribuição do “chá casamenteiro”, cuja receita inclui as lascas do pau de Santo Antônio. No sábado, o festival começa cedo, com o “FORRAU”, a partir das 9h, um encontro de pets, com desfile de fantasias juninas e campanha de doação de ração para cães e gatos. Em seguida, haverá apresentação de quadrilha. A festa será retomada a partir das 17h, com apresentação de DJs e shows de Cláudio Santos e Caio Remígio, pernambucano que se apresenta, pela primeira vez no Cariri com show em que mescla ritmos tradicionais nordestinos à música contemporânea. No domingo, marcado pelo tradicional cortejo do Pau da Bandeira, é a criançada quem abre os trabalhos no Festival Socorro Luna.

A partir das 9h, haverá programação infantil, com o grupo Tábua de Pirulito, que contará com apresentação musical, além de pintura facial e escultura de balões. A música retorna às 15h30, com Rafael Belo Xote, seguido por Avelino do Acordeon, que encerra os festejos a partir das 18h. Toda a programação é gratuita e acontece na Rua do Vidéo, no centro de Barbalha, ao lado da tradicional casa da solteirona mais famosa do Brasil.

O festival e a homenageada – Em sua primeira edição, o Festival Socorro Luna pretende render uma homenagem à figura que deu nova dimensão à festa da Barbalha, tornando-se ícone dentro de um festejo marcado pela construção coletiva, ao estabelecer novas tradições em uma dinâmica que sustenta sua perpetuação justamente na força das tradições. A Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha (CE) é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, registrada pelo Iphan em 2015. Em 2026, chega à sua 98ª edição, e a perspectiva é que o Festival Socorro Luna se firme no calendário, realizando sua grande edição no centenário da Festa. Socorro Luna criou, em 1998, juntamente com o amigo Josafá Magalhães e um grupo de amigas, a Noite das Solteironas, que se firmou como a abertura oficial da festa de Santo Antônio de Barbalha. A festa acontece no sábado, antecedendo o cortejo do Pau da Bandeira, e é marcada pela distribuição do chá casamenteiro, receita criada a partir das lascas do Pau de Santo Antônio, e pela realização de simpatias casamenteiras.

Nesses mais de 20 anos de dedicação ao padroeiro da cidade, Socorro já percorreu o Brasil divulgando a festa de Barbalha e o santo casamenteiro, tendo levado sua história e sua receita ao Programa do Jô, Encontro com Fátima Bernardes, Fantástico e Mais Você, com Ana Maria Braga, na TV Globo, e Melhor da Noite e Documento Especial, na Band. Em 2018, foi campeã do carnaval da Barbalha, como tema do samba enredo da tradicional escola de samba Unidos do Morro.

No mesmo ano, foi campeã do Festival de Quadrilhas de Pernambuco com a Quadrilha Lumiar, do Recife, que a homenageou em desfilou intitulado “Na Festa de Santo Antônio, Solteira é que não fico”. Em 2020, Socorro foi um dos destaques da Acadêmicos de Santa Cruz, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, quando a escola desfilou sob o enredo “Santa Cruz de Barbalha – Um conto popular no Cariri Cearense”. Em 2025, foi homenageada nos festejos juninos da cidade de Aracati, no Ceará.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.