Teatro Marquise Branca é requalificado com preservação do patrimônio histórico

A requalificação do Teatro Marquise Branca ocorreu com foco na preservação histórica, na acessibilidade e na ampliação dos espaços destinados à formação, cultura e convivência. O projeto manteve integralmente a parte histórica do prédio, preservando elementos de valor patrimonial, como o Museu dos Ferros, o teatro e os camarins. A partir de agora, o local também abrigará a Escola Municipal de Artes.

O edifício foi totalmente adaptado às normas de acessibilidade, garantindo acesso externo até o seu interior. O acesso ao primeiro pavimento ocorre por escada, com previsão futura de instalação de plataforma elevatória, ampliando ainda mais a inclusão e a mobilidade.

No local, foram implantados novos banheiros internos e externos, também voltados à inclusão. Há, ainda, pátio multiuso coberto, cozinha, cafeteria, sala de professores, secretaria, direção e coordenação.

A requalificação do Teatro Marquise Branca contemplou, por fim, a criação de salas multiuso voltadas à realização de oficinas, estudos, dança e música, com capacidade média para 15 alunos por sala. O térreo possui capacidade para receber entre 50 e 60 pessoas, enquanto o pátio multiuso comporta aproximadamente 100 pessoas. Considerando toda a estrutura, o equipamento terá capacidade estimada para atender cerca de 300 pessoas, simultaneamente.

O projeto arquitetônico respeita a identidade original do prédio, adotando cores que se aproximam da concepção inicial, com predominância de tons creme, salmão e tonalidades rosadas. O entorno recebeu tratamento paisagístico com implantação de canteiros e bancos, promovendo espaços de permanência e convivência.

 

A praça foi estruturada em dois níveis com a patamarização do terreno e sistema de absorção de águas pluviais. O espaço contará com pavilhão de exposições com área semicoberta, área expositiva aberta, palco externo destinado à realização de eventos, previsão de instalação da academia ao ar livre, bicicletário, bancos, iluminação, acessibilidade e ponto de ônibus. O estacionamento foi projetado com uso multifuncional, podendo também servir como área de alimentação em eventos.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.