3 cuidados para homens que desejam ser pais após os 40 anos

Quando se fala em dificuldade para engravidar, é comum que o foco recaia quase exclusivamente sobre as mulheres, principalmente aquelas que adiam a maternidade e, por isso, sofrem o impacto do relógio biológico. O que ainda é pouco discutido é que os homens também passam por um processo de envelhecimento reprodutivo. “Com o passar dos anos, o esperma apresenta piora na quantidade, motilidade e integridade do material genético de seus espermatozoides”, esclarece Dr. Conrado Alvarenga, andrologista da Clínica Vida Bem Vinda, em São Paulo, que integra a rede Fertgroup.
Um artigo científico publicado recentemente na revista Nature ajudou a quebrar o tabu de que são as mulheres as principais responsáveis pela dificuldade em gestar um bebê. Cientistas confirmaram que o envelhecimento masculino está associado a alterações genéticas progressivas nos espermatozoides. “O estudo aprofundou descobertas anteriores sobre a fertilidade masculina, destacando que, à medida que o homem envelhece, surgem, em média, 1,67 novas mutações genéticas por ano, o que está relacionado a um maior risco de aborto espontâneo, especialmente no primeiro trimestre da gravidez”, ressalta o andrologista Afonso Bento, da Clínica Vida Bem Vinda da Fertgroup.
Mas isso não significa que é impossível ser pai em idade mais avançada. Para realizar este sonho é preciso cuidar da saúde com acompanhamento especializado. A seguir, veja os principais cuidados indicados para homens com mais de 40 anos que desejam ser pais.
1. Realize um check-up reprodutivo

Procure uma clínica especializada em saúde reprodutiva. O andrologista vai solicitar exames como espermograma (que verifica quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides), dosagens hormonais, ultrassonografia testicular e testes genéticos (quando indicados).
2. Adote um estilo de vida saudável

Os maus hábitos influem na fertilidade masculina. “Consumo excessivo de álcool, tabagismo, sedentarismo, noites mal dormidas, estresse e obesidade comprometem o DNA dos espermatozoides. Quanto mais anos de exposição a esse estilo de vida, maior a chance de piora do material genético”, alerta Dr. Conrado.
3. Cuidado com o uso de hormônios sintéticos

A utilização de esteroides anabolizantes é uma causa frequente de infertilidade masculina. Essas substâncias inibem a produção natural de testosterona e, consequentemente, de espermatozoides. Esta dica é importante mesmo para homens mais jovens. Porém, quanto maior o tempo de exposição a esses hormônios sintéticos, mais difícil fica reverter a infertilidade. Então, para aumentar as chances de ter filhos, é necessário interromper o uso o quanto antes.
Técnicas de reprodução assistida, como fertilização in vitro (FIV) e injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), podem aumentar significativamente as chances de sucesso, especialmente quando há alterações na qualidade do esperma. “A inteligência artificial tem ganhado espaço e apresenta potencial para seleção de espermatozoides com maiores chances de gerar embriões saudáveis”, diz Dr. Afonso.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.