Vitória é pentacampeão da Copa do Nordeste

O Vitória conquistou neste sábado (6) seu quinto título da Copa do Nordeste, ao vencer o Fortaleza por 2 a 1, no Barradão. No jogo anterior, no meio de semana, já tinha derrotado o time cearense pelo mesmo placar, no Castelão. Agora, o Vitória alcançou o rival Bahia como detentor do maior número de títulos da Copa Nordeste.

O troféu erguido pelos jogadores do Vitória, com muita festa no gramado e nas arquibancadas do Barradão, foi fruto de uma campanha consistente. Em 10 jogos, o Vitória venceu oito, empatou um e perdeu outro.

O feito da tarde deste sábado acabou com um jejum de 16 anos do clube em Copas do Nordeste. O Vitória tinha sido campeão em 1997, 1999, 2003 e 2010.

No Barradão, o time da casa, com o apoio maciço de sua torcida, tinha a vantagem do empate, mas não se acomodou. Jogou com seriedade e foco e se deparou com um adversário aguerrido, disposto a se redimir da derrota no Castelão para, no mínimo, levar a decisão para os pênaltis.

O Fortaleza exercia boa marcação e neutralizava as principais jogadas do Vitória no primeiro tempo. Até que foi premiado, aos 27 minutos, com um gol de Luiz Fernando, de cabeça, após cruzamento de Rodriguinho. O placar de 1 a 0 para o Leão do Pici prevaleceu na etapa inicial, resultado que forçava a disputa nos pênaltis.

No segundo tempo, porém, o Vitória conseguiu a virada. Não foi uma tarefa fácil. O Fortaleza continuou perigoso, principalmente nos contra-ataques. Mas, aos 25, Martínez empatou, após jogada ensaiada que nasceu num escanteio.

Com o empate, o Fortaleza se viu obrigado a sair mais, o que deixou sua defesa vulnerável. E, no finalzinho, após assistência de Martínez, Kayser entrou sozinho e virou o placar. Não havia mais tempo para reação. Com o apito final em seguida, a festa tomou conta do Barradão. O Vitória é o novo pentacampeão da Copa do Nordeste.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.