Tradição e velocidade marcam a 76ª Corrida Ciclística Troféu Wilson Machado em celebração aos 262 anos do Crato

A força do ciclismo voltou a ocupar as ruas do Crato em uma manhã marcada por emoção, competitividade e espírito esportivo. Integrando a programação comemorativa pelos 262 anos do município, a 76ª Corrida Ciclística Troféu Wilson Machado reuniu atletas de diferentes categorias e idades, consolidando-se mais uma vez como um dos eventos esportivos mais tradicionais da região.

Do entusiasmo contagiante das categorias infantis à experiência dos competidores mais veteranos, homens e mulheres protagonizaram disputas de alto nível técnico, demonstrando resistência, estratégia e determinação em cada trecho do percurso. A prova transformou as vias da cidade em um cenário de velocidade e superação, atraindo participantes e admiradores da modalidade.

Não apenas uma competição, o Troféu Wilson Machado se dispõe a cada ano como instrumento de incentivo à prática esportiva, à promoção da saúde e ao fortalecimento da cultura ciclística no município. Ao longo de suas 76 edições, a corrida tornou-se símbolo de tradição e integração, conectando gerações por meio do esporte.

O evento foi produzido pela Secretaria Municipal de Esporte e Juventude (SEJU) e executado pela Construeco, em uma iniciativa que materializa os investimentos da Prefeitura do Crato na promoção do esporte, na formação de atletas e no fortalecimento das práticas esportivas no município.

A secretária de Esporte e Juventude, Eudiane Pinheiro, destacou a relevância da competição para o calendário esportivo do município e agradeceu o empenho de todos os envolvidos na realização do evento.

“Quero expressar minha gratidão a toda a equipe da SEJU, aos parceiros, colaboradores, atletas e apoiadores que contribuíram para o sucesso de mais uma edição do Troféu Wilson Machado. Esta corrida representa não apenas uma tradição histórica do nosso município, mas também o compromisso permanente com o incentivo ao esporte, à inclusão e à formação de novos talentos. Ver tantas pessoas participando e prestigiando este momento nos mostra que estamos no caminho certo”, afirmou.

Ao final das disputas, os atletas mais bem colocados subiram ao pódio para receber suas premiações, coroando uma jornada marcada por preparo, disciplina e espírito competitivo. A classificação completa da 76ª Corrida Ciclística Troféu Wilson Machado está disponível no site da Cronos, no link abaixo.

Com mais uma edição realizada com sucesso, o evento reafirma seu papel como patrimônio esportivo do Crato, celebrando a história da cidade por meio de uma modalidade que combina esforço, técnica e paixão sobre duas rodas.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.