Tênis de Mesa: São José dos Campos sediará WTT Star Contender em julho

A cidade de São José dos Campos, a 90 quilômetros da capital paulista, vai sediar o WTT Star Contender, torneio do circuito mundial de tênis de mesa, de 21 a 26 de julho. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (22) pela Confederação Brasileira de Tênis (CBTM), que organiza o  evento em parceria coma Federação Internacional (World Table Tennis). Pela terceira vez no Brasil, o torneio debutará no no estado de São Paulo.

“Temos certeza de que o evento vai movimentar toda a região do Vale do Paraíba, que já reúne historicamente um grande número de praticantes da modalidade”, estima Vilmar Schindler, presidente da CBTM.

No ano passado, o carioca Hugo Calderano, atual número 5 do mundo, foi o vencedor de simples da edição realizada Foz do Iguaçu (PR). As primeiras competições no país foram na categoria Contender, no Rio de Janeiro (2023 e 2024).

“Jogar no Brasil é sempre algo especial para mim. Eu sinto a energia, o apoio, e isso me impulsiona. O Brasil construiu uma conexão real com o tênis de mesa nos últimos anos, e é empolgante ver mais um WTT Star Contender acontecendo aqui. Tenho certeza de que os fãs vão criar uma atmosfera incrível em São José”, projetou Calderano em depoimento ao site da CBTM.

A expectativa é que o torneio reúna 80 atletas de elite nas disputas de simples masculina e feminina, além das chaves de duplas. A estrutura do evento será montada na área de eventos do Valeu Sul Shopping.

Número 23 do mundo, a paulista Bruna Takahashi acredita que o torneio em São José dos Campos vá consolidar ainda mais a modalidade no país.

“É muito empolgante ver o Brasil crescendo continuamente no calendário da WTT. Isso diz muito sobre a paixão pelo tênis de mesa aqui e o nível que o esporte está alcançando no nosso país. Ter um evento como esse em São José é um grande momento, e espero que os fãs compareçam em peso e tornem isso inesquecível”, disse Takahashi, campeã este ao ano lado de Calderano da chaves de duplas mistas do WTT Smash de Singapura.

Fonte: Agência Brasil

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.