Talentos do Esporte: Festival Crato 21 fecha edição memorável no aniversário de 262 anos do Crato

Após semanas de intensa movimentação esportiva, o Festival Crato 21 chegou ao seu ponto culminante no último dia 21 de junho, data em que o município do Crato celebrou seus 262 anos de história. A competição reuniu atletas de diversas modalidades, promoveu integração entre comunidades e consolidou-se, mais uma vez, como um dos maiores eventos esportivos do interior cearense.

A programação mobilizou centenas de atletas, dirigentes, árbitros e torcedores. Ao longo do festival, as quadras e ginásios da cidade foram palco de disputas acirradas, grandes atuações e demonstrações de talento que evidenciaram a força do esporte cratense.

Foram dezenas de partidas, centenas de gols e uma celebração permanente da disciplina, da superação e do espírito coletivo que fazem do esporte um importante instrumento de formação humana e inclusão social.

As finais, realizadas no encerramento da programação, coroaram equipes que construíram campanhas consistentes e protagonizaram momentos memoráveis para o público presente.

No futsal, os títulos ficaram com SPAC (Sub-11 e Sub-13), Crato EC/Diocesano (Sub-15), Estrela (Sub-17), Liquid (Terceira Divisão), Gesso (Segunda Divisão), Externato (Primeira Divisão) e Barsenal (Feminino Adulto).

Nas disputas de vôlei, os campeões foram Mais Vôlei (Sub-15 Feminino), Santa Teresa (Sub-17 Feminino), Manchetão (Adulto Feminino) e Cariri Vôlei A (Adulto Masculino).

Já no handebol, as equipes do Crajubar conquistaram os títulos das categorias masculina e feminina adulta, enquanto o Hand Externato 5 de Julho sagrou-se campeão da categoria masculina Sub-17.

Mais do que definir campeões, o Festival Crato 21 deixou claro o compromisso do município com o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao esporte e à juventude, oferecendo oportunidades de participação, convivência e desenvolvimento para atletas de diferentes idades.

A secretária de Esporte e Juventude, Eudiane Pinheiro, destacou o sucesso da edição e fez questão de reconhecer o trabalho coletivo que tornou o evento possível. “Parabenizo todos os envolvidos na realização do Festival Crato 21, desde os coordenadores, árbitros e apoiadores até toda a equipe da Seju, que trabalhou com dedicação para entregar uma grande competição. Também deixo meus parabéns a todos os atletas participantes e, em especial, aos campeões, que fizeram desta edição um verdadeiro espetáculo de talento, esforço e espírito esportivo. O esporte do Crato segue crescendo graças ao empenho de cada um de vocês”, afirmou.

Ao encerrar mais uma edição de sucesso, o evento deixa um legado de competitividade saudável, integração social e valorização dos talentos locais. A expectativa agora se volta para 2027, quando o Festival Crato 21 retornará ainda maior, impulsionado pela história já construída e pela paixão de uma cidade que faz do esporte um de seus maiores patrimônios.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.