Semana de Conscientização do Autismo fortalece diálogo sobre inclusão com programação até sexta-feira

A Prefeitura do Crato realiza, durante esta semana, uma agenda dedicada à escuta, à formação e ao fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com o tema “Autonomia se constrói com apoio e respeito”, a Semana de Conscientização do Autismo segue até a próxima sexta-feira, 10, reunindo atividades no auditório do Palácio Alexandre Arraes, sede do Executivo Municipal.

A iniciativa propõe um percurso de sensibilização e construção coletiva, ao articular conhecimento técnico, experiências práticas e espaços de acolhimento. A proposta parte do entendimento de que a autonomia das pessoas com autismo não se estabelece de forma isolada, mas se consolida a partir de uma rede que envolve políticas públicas consistentes, profissionais qualificados e uma sociedade comprometida com o respeito às diferenças.

A programação foi planejada para dialogar tanto com famílias atípicas quanto com servidores.

As atividades iniciaram no dia 6, com oficinas de legoterapia voltadas ao desenvolvimento infantil, e seguiram no dia 7 com uma roda de conversa sobre a relação entre artes marciais e o TEA. Também foi realizado o encontro “Para além do diagnóstico: acolhimento e manejo no atendimento a crianças atípicas e suas famílias”, direcionado a servidores públicos e desenvolvido em parceria com a Escola de Gestão Pública Municipal, deixando claro o quão relevante é a qualificação do atendimento na rede.

A programação tem continuidade nesta quarta-feira, 8, com destaque para a atividade “Musicoterapia e Autismo  conexões além das palavras”, pela manhã, e, à tarde, a abordagem sobre avaliação motora e interações sociais de crianças com TEA no ambiente escolar, ampliando o debate sobre desenvolvimento e inclusão no contexto educacional.

Nos próximos dias, a agenda segue com discussões que atravessam diferentes dimensões do cuidado. Na quinta-feira, 9, o enfoque recai sobre alimentação e desafios cotidianos enfrentados pelas famílias. Já no encerramento, na sexta-feira, 10, o público será convidado a refletir sobre o direito à saúde, além de participar de uma oficina de escrita terapêutica, evidenciando a importância do cuidado emocional.

Ao promover a Semana de Conscientização do Autismo, o município mostra uma diretriz que ultrapassa o caráter pontual da programação: a construção de uma cidade mais inclusiva passa, necessariamente, pelo reconhecimento das singularidades e pela garantia de acesso, escuta e dignidade para todos.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.