Recorde de público: mais de 37 mil torcedores já garantiram ingressos para Brasil x EUA na Arena Castelão

A torcida cearense vai fazer história na Arena Castelão, em Fortaleza, como o maior público da história do futebol feminino no Nordeste. Mais de 37 mil ingressos já foram vendidos para o amistoso entre as seleções femininas do Brasil e Estados Unidos, na próxima terça-feira (9), às 21h30.

O número de ingressos vendidos até o momento já superou o recorde que pertencia à Arena Pernambuco, com 33.272 torcedores registrados no amistoso do Brasil contra a Jamaica, em 2024. Ainda há ingressos disponíveis no site da Bilheteria Digital (https://www.bilheteriadigital.com/brasil-x-estados-unidos-feminino-fortaleza-09-de-junho).

O governador Elmano de Freitas convoca os cearenses para a grande festa do futebol feminino na casa do futebol cearense. “É muito importante mostrarmos nosso apoio às mulheres que fazem o futebol feminino no nosso país. É nosso papel estimular e fortalecer o esporte, para que a prática seja cada vez mais apoiada não só pelo poder público, mas por toda a sociedade. Que esse amistoso no Castelão seja uma grande festa, de apoio, de reconhecimento e de torcida pela seleção brasileira. Ter casa cheia nos credencia a buscarmos sediar a abertura da Copa no próximo ano.”

A procura por ingressos para o jogo em Fortaleza foi intensa desde o início das vendas, em 20 de maio, logo após a convocação das 26 jogadoras para os dois amistosos entre Brasil x EUA neste mês de junho. O primeiro jogo aconteceu nesse sábado (6), na Neo Química Arena, em São Paulo, com vitória brasileira por 2 a 1.

Esse confronto contra uma adversária de peso faz parte da preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2027, que será realizada de 24 de junho a 27 de julho, no Brasil. Fortaleza é uma das oito cidades-sede, tendo a Arena Castelão como estádio oficial.

De acordo com o secretário do Esporte do Governo do Ceará, Rogério Pinheiro, o amistoso internacional desta terça-feira também será um teste do estádio cearense para a Copa, com um plano operacional integrado que envolverá mais de 200 voluntários orientadores e 670 agentes das Forças de Segurança (https://www.ce.gov.br/2026/06/03/operacao-integrada-para-amistoso-brasil-x-eua-na-arena-castelao-sera-teste-para-copa-do-mundo-feminina-em-2027/).

“Vamos mostrar para o Brasil e o mundo que o Ceará, Fortaleza, já respira o futebol feminino. Vamos marcar a história da nossa Seleção Feminina, uma amostra do que será na Copa do Mundo Feminina FIFA 2027″, destaca.

A Sesporte e órgãos parceiros orientam que a torcida chegue cedo. Os portões vão abrir três horas antes do início da partida, prevista para às 21h30. “Além disso, orientamos também que os torcedores evitem camisas de clubes de futebol. Vamos lotar as arquibancadas da nossa Arena Castelão de verde e amarelo”, enfatiza o secretário Rogério Pinheiro.

Participe da festa do futebol feminino

Há ingressos disponíveis para o setor Superior Norte, clique aqui para adquirir (https://www.bilheteriadigital.com/brasil-x-estados-unidos-feminino-fortaleza-09-de-junho).

Além do ingresso, o acesso à Arena Castelão só é permitido mediante cadastro da biometria facial, em concordância com a nova Lei Geral do Esporte. Para o jogo desta terça-feira (9), através do seu celular, faça o cadastro facial no onboarding.ugopass.com.br/bd, clique em “Iniciar cadastro facial”. Siga as instruções na tela.

No jogo em Fortaleza, há gratuidade, garantida por lei municipal, para crianças menores de 12 anos. A gratuidade deve ser retirada previamente pelo link da bilheteria, sujeita à disponibilidade: gratuidade.bilhttps://gratuidade.bilheteriadigital.com/heteriadigital.com.

Importante

A meia-entrada é destinada a estudantes, Pessoas com Deficiência (PCDs), idosos a partir de 60 anos e jovens de baixa renda com ID Jovem válido.

Para a meia-entrada social no Castelão, o torcedor deve levar ao estádio 1 kg de alimento não perecível.

No acesso ao estádio, tenha todos os documentos necessários e verifique se o benefício se aplica ao seu caso.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.